Criciúma
Simersul critica atraso de pagamentos e cobra solução para médicos do HMISC
Sindicato se manifestou na manhã desta quinta-feira, dia 18
Por Rafaela Custódio
4 min de leitura

O Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (SIMERSUL) se manifestou na manhã desta quinta-feira, dia 18, sobre os salários atrasados corpo clínico do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC). Os médicos não receberam os honorários referentes aos serviços regularmente prestados nos meses de abril e maio de 2026.
“Os profissionais cumpriram integralmente suas escalas assistenciais, assegurando a continuidade do atendimento à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo diante das dificuldades enfrentadas pela instituição. Não é aceitável que médicos que exerceram suas atividades com responsabilidade, compromisso e dedicação permaneçam sem a devida contraprestação financeira pelos serviços efetivamente realizados”, diz a nota.
Em nota, o sindicato informou que entende eventuais alterações de gestão, questões administrativas, financeiras ou contratuais entre organizações sociais e o Poder Público não podem resultar em prejuízo aos profissionais que garantem o funcionamento da assistência à saúde.
“A valorização da medicina passa, necessariamente, pelo respeito aos contratos firmados, à dignidade do trabalho médico e à segurança jurídica das relações profissionais. A inadimplência reiterada fragiliza não apenas os médicos, mas todo o sistema de saúde e, em última análise, compromete a assistência prestada à população”. Confira a nota completa abaixo:
Simersul manifesta apoio aos médicos do HMISC
O Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense (SIMERSUL) manifesta seu irrestrito apoio aos médicos do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), diante da situação de inadimplência dos honorários referentes aos serviços regularmente prestados nos meses de abril e maio de 2026.
Os profissionais cumpriram integralmente suas escalas assistenciais, assegurando a continuidade do atendimento à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo diante das dificuldades enfrentadas pela instituição. Não é aceitável que médicos que exerceram suas atividades com responsabilidade, compromisso e dedicação permaneçam sem a devida contraprestação financeira pelos serviços efetivamente realizados.
O SIMERSUL entende que eventuais alterações de gestão, questões administrativas, financeiras ou contratuais entre organizações sociais e o Poder Público não podem resultar em prejuízo aos profissionais que garantem o funcionamento da assistência à saúde.
A valorização da Medicina passa, necessariamente, pelo respeito aos contratos firmados, à dignidade do trabalho médico e à segurança jurídica das relações profissionais. A inadimplência reiterada fragiliza não apenas os médicos, mas todo o sistema de saúde e, em última análise, compromete a assistência prestada à população.
Manifestamos solidariedade ao Corpo Clínico do HMISC e reforçamos a necessidade de imediata regularização dos pagamentos devidos, bem como da adoção das providências cabíveis pelos órgãos competentes para a apuração dos fatos e a proteção dos profissionais envolvidos.
O SIMERSUL permanecerá atento ao caso e seguirá atuando em defesa da valorização da Medicina, da ética profissional e das condições adequadas para o exercício da atividade médica.
A reportagem do Portal Engeplus tentou contato com a assessoria de imprensa do Ideas para saber qual o posicionamento da Organização Social sobre os atrasos salarias e foi informada que apenas a Secretaria de Estado da Saúde (SES) pode responder sobre o assunto.
A SES, por sua vez, informou por meio de nota (leia abaixo) que a questão está sendo acompanhando pela secretaria e que, em recente encontro com os médicos, o secretário de Saúde de Santa Catarina, Diogo Demarchi demonstrou apoio do Estado em busca de uma solução para a situação.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que o secretário Diogo Demarchi reuniu-se com os médicos na última sexta-feira (12), em Criciúma, ocasião em que reafirmou o compromisso do Governo do Estado em apoiar a busca por uma solução para a situação apresentada.
Embora a relação contratual referente aos pagamentos seja estabelecida entre pessoas jurídicas — os profissionais e o Instituto IDEAS, responsável pela gestão da unidade e pelos repasses à época —, o Estado tem acompanhado o caso e atuado junto à instituição para buscar uma resolução.
A SES ressalta ainda que as pendências financeiras existentes entre o IDEAS e os profissionais vinculados ao contrato anterior não possuem relação com a atual gestora do HMISC.
Confira a nota completa divulgada pelos médicos nessa quarta-feira:




