Greve geral
Sindicato anuncia ônibus parados. Empresas contestam
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Está nas mãos da Justiça a decisão se os ônibus vão parar 100% ou não nesta sexta-feira em Criciúma e região. Como parte da greve geral convocada por centrais sindicais em todo o Brasil, o Sindicato dos Motoristas anuncia paralisação total dos serviços. “A gente dirigia 25 anos para se aposentar, daí passou para 35, agora vamos ter que dirigir até os 70 anos? Esses deputados estão loucos. Vamos parar sim”, reforça o presidente do sindicato, Clésio Fernandes, o Buba, pautando a reforma trabalhista como principal bandeira da reivindicação.
As empresas que atuam no transporte coletivo já reagiram. “Ontem corria o boato de que parariam os ônibus. Entramos com ação na Justiça para assegurar os terminais abertos e o direito do transporte garantido”, informa o advogado da Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU), Robinson Kraemer.
Nos contatos com os motoristas, o sindicato vem projetando uma grande adesão à greve. “O trabalhador está indignado com essas reformas. Quem não quiser protestar, tudo bem, o movimento será aberto. Não vamos forçar ninguém. Mas fique ciente que vai trabalhar mais 15 anos”, adverte o presidente Buba. “Se fosse uma greve de discussão de salário, eles seriam acolhidos com o direito de trafegar com 30% a 70% da frota, mas não é o caso. É um movimento político”, rebate o advogado.
Os líderes do movimento ainda não sabem se os ônibus vão parar o dia todo. “Estamos discutindo, e torcendo para que o juiz permita a nossa mobilização”, comenta Buba. A ACTU buscou apoio da Polícia Militar para garantir a segurança das operações. “Há o risco de quebra de patrimônio, mas a nossa maior preocupação é com a segurança dos usuários”, conclui Kraemer.
Ao longo da tarde a decisão da Justiça deve ser tornada pública.



