Investigação
Sindicato dos Mineiros de Criciúma é alvo de ação civil do MPT
Investigação visa esclarecer fraude em processo eleitoral e beneficiamento irregular dos atuais dirigentes do Sindicato
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

O Ministério Público do Trabalho em Criciúma (MPT), em parceria com os Procuradores do Trabalho da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical Trabalho, ajuizou, nesta sexta-feira, uma ação civil pública contra o Sindicato dos Mineiros de Criciúma e Região e seus dirigentes.
A ação foi desencadeada a partir da reivindicação de alguns trabalhadores da Cooperminas, que no mês de julho solicitaram a intervenção do MPT no processo eleitoral da nova gestão do Sindicato, que deve ocorrer no mês de setembro, e no processo de prestação de contas do órgão.
A medida visa a suspensão do processo eleitoral, ou a anulação das eleições se acaso sejam antecipadas. De acordo com as informações colhidas o processo eleitoral para escolha da nova diretoria do órgão apresenta irregularidades e fraudes, pois o início do processo não teve a divulgação devida e há a existência de incompatibilidade por parte dos cooperados.
O documento aponta ainda que a Associação Profissional dos Mineiros de Criciúma, por anos, atuou a frente dos interesses de seus dirigentes e para fins políticos. Segundo os dados a Cooperminas e o Sindicato foram presididos, por muitos anos, pelo mesmo grupo de pessoas, o que caracteriza uma confusão entre empregado e empregador a medida que cooperados fazem parte da direção do Sindicato, que deveria de ser ocupada por trabalhadores.
O MPT requereu, ainda, a título de danos morais coletivos, o valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), a serem pagos solidariamente pelos atuais dirigentes.
Atualmente a Cooperminas é comandada por uma nova diretoria que foi eleita há 11 meses. O presidente, Juliano Militão Medeiros afirma que já tomou conhecimento da decisão do MPT e coloca a cooperativa a disposição das investigações. “Estamos a disposição da Polícia Federal e do Ministério Público, a atual direção não tem nada a ver com essas irregularidades, que perduraram por uma década. Seja com os casos de aposentadorias fraudadas, ou com a antiga direção que era composta pelo presidente do Sindicato e também cooperado da cooperativa”, esclarece.
O ex-presidente da Cooperminas, atual diretor do Sindicato e cooperado da cooperativa, Edilson Medeiros disse não ter conhecimento sobre a investigação. “Não tenho conhecimento sobre a ação”, afirmou.
O presidente do Sindicato, Ivan Roberto Westphal, o Camisa, foi procurado pela equipe de reportagem do Portal Engeplus, mas não atenderam a nenhuma das ligações.
Confira a pública da ação no site do MPT.



