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Sindicato entrega ofício de estado de greve à direção da Afasc e nova reunião é marcada

Professores solicitam o pagamento do piso nacional do magistério

Por Rafaela Custódio

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Foto: Freepik/Divulgação/Ilustrativa

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (STEERSESC) entregou na manhã desta segunda-feira, dia 4, à direção da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), o ofício informando que os professores optaram pela greve.

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O ofício não foi entregue antes em virtude do feriado da última sexta-feira, dia 1° de maio. Em entrevista ao Portal Engeplus, José Argente Filho, atual presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (STEERSESC), explicou que na próxima quarta-feira, dia 6, às 10 horas, o sindicato e a direção da Afasc estarão reunidos. “Hoje foi apenas entrega do ofício, não tivemos reunião. Nesta quarta-feira vamos sentar e conversar e a expectativa é de receber uma boa proposta”, explicou. Após reunião com a direção da Afasc, o sindicato deve chamar uma nova assembleia com os professores.

Mais de 450 professores da Afasc estiveram reunidos na noite da última segunda-feira, dia 27 de abril, em assembleia para deliberar sobre o reajuste salarial da categoria e optaram pelo estado de greve.

Há um impasse nas negociações, pois o Governo Federal estabeleceu o piso nacional do magistério em R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais, valor que não é pago aos professores da Afasc. Atualmente, os profissionais recebem R$ 3.133,62 para a mesma carga horária.

“O posicionamento da direção da Afasc é no sentido de que o piso do magistério público não se aplica às instituições de natureza eminentemente privada. Imagine o seguinte: o município contrata seis mil vagas e paga por essas seis mil vagas, assim como contrata um quilômetro de asfalto e paga por esse serviço, ou compra gasolina e paga por ela. Nem o posto de gasolina, nem a empresa do asfalto e nem a Afasc são públicos. O fato de receber dinheiro público não empresta natureza pública ao órgão”, afirmou o advogado Alexandre Barcelos João, responsável jurídico da Afasc, em entrevista ao Portal Engeplus.

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