Impasse
Sindicato garante 100% para emergência. Hospital contesta
No segundo dia da greve do Hospital São José, as dificuldades para manter serviços básicos
Por Redação Engeplus
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Em nota, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (SindiSaúde) reafirmou a informação do presidente Cléber Cândido, publicada ontem no Portal Engeplus, de que o sindicato garantiria 100% dos funcionários para a urgência e emergência do Hospital São José (HSJ), reduzindo a partir da greve deflagrada ontem a mão de obra disponível em outros setores de menor complexidade.
“Em virtude dos recorrentes atrasos de salários os trabalhadores do Hospital São José decidiram entrar em greve até que os salários sejam regularizados. Para tanto, respeitam a Lei da Greve, mantendo o necessário para o atendimento da população, ou seja, 100% do efetivo nos setores críticos, UTI e Pronto Socorro e 30% nos demais setores”, diz a nota.
No mesmo documento, o SindiSaúde responsabiliza a direção do HSJ pelo fechamento da urgência e emergência durante a greve. "A informação divulgada pelo próprio hospital de que não haveria atendimento por não haver o mínimo necessário de profissionais é inverídica, a decisão e responsabilização pelo não atendimento é exclusivamente da direção da unidade hospitalar", arremata o sindicato, na nota assinada pelo presidente Cléber Cândido.
O diretor técnico do HSJ, porém, contesta. “Somente hoje, dos 11 funcionários do Pronto Socorro entraram três. Dos três do Centro Obstétrico, entrou apenas um. Isso não é 100%”, afirma o médico Raphael Elias Farias. “Ontem foi difícil montar a escala, hoje temos um quantitativo de segurança, mas nada suficiente para reabrir a urgência e a emergência”, pontua. “Mas decisão judicial, a gente cumpre”, conclui.



