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Cotas em debate

Sindicato pede que concurso público seja cancelado por falta de cotas

Representantes sindicais seguem, no final da tarde desta sexta-feira, ao Ministério Público para apresentar pedido de reversão da situação

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Foto: Divulgação

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) do Sul de Santa Catarina pedem que o concurso público anunciado pela prefeitura de Criciúma durante esta semana seja cancelado. O motivo, segundo a coordenadora regional do Sinte, Cintia dos Santos, é a falta de cotas para negros no edital do concurso. Em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, a sindicalista informou que às 18 horas desta sexta-feira, os representantes se dirigirão, junto com professores do município, ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para entregar uma representação ao promotor, na tentativa de reverter a situação.

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Segundo Cintia, o objetivo é que o edital seja suspenso para que o assunto seja tratado com seriedade, até que se tenha certeza que a retirada das cotas do edital é legítima. "A luta pelas cotas raciais fazem parte de uma luta histórica do povo negro. Não se trata de falta de capacidade, e nem de outro tipo de entendimento, a não ser uma reparação referente aos anos de escravidão que os negros sofreram ao longo da história. Por conta dessa escravidão, o racismo ainda é muito visível, inclusive no levantamento deste debate", afirmou a sindicalista.

A procuradora do município de Criciúma, Erica Ghedin, explicou também ao jornalista João Paulo Messer que Criciúma possuía uma lei que previa as cotas, mas em momento posterior, o artigo que tratava do assunto foi revogado por ser declarado inconstitucional. "Entendeu-se que não era necessário a divulgação das cotas. É preciso entender que o município é diferente de uma universidade particular, onde é a universidade que decide instituir as cotas. O município como administração pública segue a legalidade, onde se diz que se há lei, seja feito", comentou a procuradora.

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Erica também explicou que o órgão responsável pela criação do concurso também está promovendo o concurso do MP, sem a previsão de cotas. "Nós fizemos sem as cotas para evitar a discussão da parcela que não ingressa por cotas. O que queremos é que o concurso siga e que se faça o ingresso destes novos servidores."

Confira os áudios das entrevistas:
Áudio Cintia dos Santos
Áudio Erica Ghedin

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