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Problemas na Saúde

Sindisaúde recebe denúncia de assédio moral e jornada excessiva no HMISC

Sindicato afirma não conseguir diálogo com a instituição para apurar os fatos

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação/Arquivo Engeplus

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde (Sindisaúde) de Criciúma e Região organiza para a próxima segunda-feira, dia 3 de fevereiro, um novo protesto em frente ao Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC). O Sindisaúde relata que vem recebendo constantes denúncias de más condições de trabalho no hospital, falta de profissionais de enfermagem, casos de assédio moral e irregularidades no pagamento de horas extras.

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O protesto deve ocorrer a partir das 9 horas e será semelhante aos que ocorreram no ano passado, com faixas e encaminhamento de relatório ao Ministério Público (MP). Uma cópia também será endereçada ao Governo do Estado que é o principal subsidiário do HMISC e contratante do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), empresa administradora do hospital.

O sindicato reclama que encaminhou diversos ofícios questionando a diretoria da instituição sobre as denúncias. E que já solicitou autorização de entrada no local para inspecionar e fiscalizar, todavia, em nenhum dos casos obteve resposta. “Estamos recebendo várias denúncias sobre más condições de trabalho e falta de funcionário. Isto vem ocasionando estresse e acúmulo de pacientes. Uma funcionária tem que atender até 30 pacientes excedendo o que permite o próprio conselho. Já tentamos conversar com eles a mais de um mês e nada de responderem”, reclama o diretor do Sindisaúde, Cleber Ricardo Cândido.

Assédio moral e pressão

Em uma das denúncias, uma pessoa reclama da forma como é tratada por seu superior. Segundo um ofício encaminhado pelo Sindsaúde ao Ideas, no dia 14 de novembro de 2019, o chefe de um setor estaria com “comportamento inadequado com suas subordinadas, referindo-se a elas com palavras ofensivas, por exemplo: vocês merecem chibatadas, pé de fogo, se vocês querem um carrasco vocês terão”, diz o documento, que também afirma que estas palavras são citadas de forma repetitiva e prolongada durante a jornada de trabalho.


Em outro ofício, este encaminhado no dia 7 de janeiro de 2020, o Sindisaúde cobra respostas sobre denúncias de falta de profissionais de enfermagem, acúmulo de pacientes para o mesmo profissional e pressão desnecessária oriunda de coordenadores de setor.

"O Sindisaúde no uso de suas atribuições vem respeitosamente através deste, solicitar reunião para tratar de assuntos inerentes a esse nosocômio, sobre reiteradas reclamações de profissionais de enfermagem por falta de funcionário e condições de trabalho que os levam a exaustão e ao constante risco de erros [...] tendo em vista que um técnico de enfermagem no setor de maternidade chega a atender trinta e dois pacientes entre puérperas e recém nascidos, além das constantes pressões advindas das coordenadoras de setor, que vem dando advertências sem justificativas e pressionando funcionários”, diz o ofício.

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Estrutura precária

Em novembro do ano passado, o sindicato já havia cobrado o Ideas pela falta de medicamentos, número reduzido de funcionários, inclusive a falta de profissionais para limpeza do hospital. Na ocasião, também houve reclamação no atraso no pagamento de proventos dos funcionários.

Desta vez, o Sindisaúde também apura denúncias de que o HMISC estaria jogando dejetos na rua. “Inclusive temos fotos disso”, pondera Cândido. Ao Portal Engeplus, uma fonte - que preferiu não se identificar - denunciou que alguns chuveiros na ala da maternidade também não estariam funcionando e que pacientes precisam tomar banho gelado por conta do problema. “Não recebemos esta denúncia, mas podemos averiguar. Até creio que pode ser mesmo, estão enxugando o custo, mas estão prestando um mau atendimento”, argumenta o diretor do Sindisaúde.

Estamos pedindo para entrar no hospital para fiscalizar e não nos recebem. É uma caixa preta. Os trabalhadores vêm trabalhando sob pressão. As condições de trabalho são as maiores demandas, caso de assédio moral. Como não temos diálogo com a administração do hospital, eles não abrem a situação, não sabemos se é má gestão, falta de recurso ou as duas coisas

Diretor do Sindisaúde, Cleber Ricardo Cândido
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O Portal Engeplus entrou em contato com o diretor do HMISC, César Magalhães, mas não obteve êxito. Os questionamentos também foram encaminhados via assessoria de imprensa, todavia, não houve resposta até a publicação desta matéria.

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