Protesto
Sindsaúde cobra HMISC pelo cancelamento de férias de funcionários e falta de profissionais
Cerca de 40 funcionários estariam com férias vencidas, segundo o sindicato
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O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde (Sindisaúde) de Criciúma e Região realiza neste momento um protesto em frente ao Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC). Na pauta está o cancelamento de férias de funcionários, o pedido por contratação de profissionais e também a alegação de perseguição sindical.
Em entrevista ao Portal Engeplus na manhã desta terça-feira, dia 22, o vice-presidente do Sindisaúde, Fábio Camilo, explicou que cerca de 40 funcionários estão com férias vencidas. Além disso, também há necessidade de contratação de técnicos em enfermagem, higienizadoras e profissionais para os demais setores do hospital.
“Há férias vencidas, estão sofrendo assédio moral, são poucos funcionários para a grande demanda, e há perseguição contra os funcionários. Durante o turno da noite só tem uma higienizadora para o hospital inteiro, não tem condições. Falta climatização nos quartos para as crianças, as pessoas têm que trazer ventilador de casa para se refrescar no ambiente”, reclama Camilo.
O sindicalista explica que diversos ofícios foram encaminhados ao Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), empresa administradora do hospital, na tentativa de agendar reuniões para discutir as demandas. Sem resposta, o Sindsaúde resolveu promover a mobilização.
“São várias motivações contra o hospital e a administração do Ideas. Tentamos conversar com a empresa, mas não nos atendem. Teria que fazer um levantamento por setor para saber quantos funcionários faltam, só na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) teria que ter mais dois”, argumenta.
"O hospital está fazendo o cancelamento, após assinarem as férias. Se faltam funcionários, então que contratem. Férias é um direito e estão tirando isso dos trabalhadores. São cerca de 40 funcionários com férias vencidas, o hospital tem uma média de 200 funcionários. Os trabalhadores se organizam, pois é um direito, aí depois dizem que não vão mais dar".
Fábio Camilo, vice-presidente do Sindsaúde
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O protesto iniciou por volta das 6h30. A perspectiva é que os manifestantes fiquem no local até as 9 horas. Cabe ressaltar que não há serviços paralisados ou prejudicados e que os atendimentos seguem normalmente no HMISC.



