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Sinte de Criciúma aguarda laudo de vistorias feitas pelo Corpo de Bombeiros em escolas estaduais da região
Atualização de matéria às 18h15min / Sindicato fez o pedido de vistorias em abril, mas ainda não recebeu o resultado das perícias. Ministério Público foi acionado como mediador no impasse
Por Redação Engeplus
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Atualização de matéria às 18h15min / Um impasse entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) regional Criciúma e o Corpo de Bombeiros do município fez com que representantes do Sindicato acionassem o Ministério Público nesta terça-feira. De acordo com a coordenadora do Sinte regional Criciúma, Janete Jane da Silva, o motivo é a negação do comando dos bombeiros em entregar ao Sindicato os laudos de vistorias realizadas em escolas públicas estaduais na região Sul catarinense.
"O pedido de vistoria foi feito pelo Sinte em abril desse ano. Desde então, aguardamos uma resposta do Corpo de Bombeiros. No fim de agosto descobrimos que os laudos estavam prontos e já tinham sido entregues na Secretaria do Desenvolvimento Regional de Criciúma. Tentamos contato com os bombeiros, mas não nos passaram os documentos. Nossa pergunta é: tem alguma coisa nesses laudos que o Sinte não pode ver?", indaga Janete.
Ela lembra que conhece a maioria das escolas em Santa Catarina e as irregularidades não são exclusividade da região de Criciúma. "O sistema de educação está um caos. Algumas escolas não têm pararraio, outras têm plantas crescendo nas janelas por causa da umidade, existem problemas de acessibilidade, por esses e muitos outros motivos é que a vistoria dos bombeiros é de interesse público", destaca a coordenadora do Sinte.
O promotor Mauro Canto da Silva, da Vara da Infância e Juventude, reconhece que as escolas apresentam problemas, inclusive ressalta que já foram instaurados inquéritos civis e ações civis públicas para apurar alguns casos. A princípio, ele não vê razão para essa negação do Corpo de Bombeiros, como órgão público, em entregar o resultado das vistorias, "ainda mais porque o pedido foi feito pelo próprio Sinte. Além disso, havendo irregularidades nos laudos, será averiguada a necessidade de instaurar um inquérito civil, mas ainda é cedo para afirmar".
O que diz o Corpo de Bombeiros - O comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar de Criciúma, tenente-coronel Lázaro Santin, alega que os laudos não foram entregues ao Sinte por determinação do comando geral do Corpo de Bombeiros em Santa Catarina. Em entrevista à Rádio Eldorado na tarde de hoje, Santin explicou que, segundo o comando geral, os documentos deveriam ser entregues na SDR, a qual seria responsável pela manutenção das escolas públicas estaduais. O comandante salientou, ainda, que a insegurança nas instituições públicas de ensino é um problema antigo.
O que diz a Secretaria do Desenvolvimento Regional - O gerente de Infraestrutura da SDR Criciúma, Felipe Ramos Machado, já teve acesso ao documento e participou de reunião com o Corpo de Bombeiros na tarde desta quarta-feira. Ele afirma que uma equipe da Secretaria ficará responsável por verificar as adequações necessárias e realizar as devidas alterações nas instituições de ensino.



