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Siserp é contra desobrigatoriedade do uso de máscaras em Criciúma
Prefeito afirmou ser a favor da flexibilização da utilização da proteção
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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp) se manifestou contrário a desobrigatoriedade do uso de máscaras no Município. Na data de ontem, o prefeito Clésio Salvaro disse em entrevista ao Portal Engeplus, que é a favor da flexibilização da utilização da proteção. Mais tarde ele divulgou um vídeo nas redes sociais, fazendo a afirmação “Você usa a máscara se você quiser. Aqui no município não é obrigatório o uso de máscara. É facultativo”. Confira o que diz a nota oficial do Siserp:
Ainda vivemos em um cenário pandêmico com mais 700 óbitos somente em Criciúma, em 2022 já foram mais de 45 vidas perdidas. O desrespeito aos cientistas e técnicos da saúde pelo governo do estado de Santa Catarina, assim como pelo prefeito Clésio Salvaro são inadmissíveis. Do mesmo modo como desde o início da pandemia minimizam sua gravidade.
O SISERP vem manifestar o posicionamento pela manutenção da obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços públicos, sobretudo nas escolas, considerando que a faixa etária dos 5 a 12 anos de idade tem baixíssima taxa de imunização. O governo municipal de Criciúma tem sido omisso em não executar campanha de incentivo a vacinação escolar, como também para reduzir as dificuldades encontradas pelas pessoas que desejam fazer a vacina. Números demonstram o aumento das internações hospitalares pela COVID-19 na faixa etária de 0 a 12 anos, isso precisa ser divulgado para que as pessoas tenham cuidado.
Apesar da ansiedade da população em relaxar nas medidas sanitárias preventivas, como o uso de máscaras, ainda não há cobertura vacinal que daria maior segurança a vida, do mesmo modo como a vacina disponível hoje se torna insuficiente em especial pela presença da nova variante ômicron.
Nesse contexto para que não tenhamos um aumento expressivo de contaminação e fechamento dos espaços públicos, em especial suspensas de aulas e que viemos nos manifestar pela revogação do decreto estadual n 1.769/2022 do estado de Santa Catarina, pois o mesmo é incoerente com a matriz de risco divulgada no dia 26/02/2022 e contraria as recomendações do (COES). Ressaltamos ainda que esperamos responsabilidade do governo municipal de Criciúma e dos órgãos fiscalizadores colocando a vida como prioridade em suas ações ao combate da pandemia.



