Situação de
Situação de seca está controlada na região Sul
Na Amrec, dois municípios haviam decretado emergência: Forquilhinha e Nova Veneza
Por Redação Engeplus
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Nos últimos meses de 2012 a região Sul de Santa Catarina sofreu com uma estiagem que fez com que plantações secassem e famílias ficassem sem o abastecimento de água potável. Com as chuvas de verão a situação mudou e as seis cidades que haviam decretado emergência no Sul - Forquilhinha, Nova Veneza, Turvo, Araranguá, Maracajá e Meleiro - conseguiram normalizar o abastecimento. Das seis, a cidade mais prejudicada foi Forquilhinha, onde as plantações de arroz, milho e pastagens para o gado acabaram secando.
A parte da plantação que não secou por completo conseguiu se salvar com as chuvas de janeiro. Ainda assim, segundo Diego Passarela, coordenador da Defesa Civil de Forquilhinha, a Epagri Ciram alerta que a situação só estará completamente normalizada em junho ou julho. "Cerca de 80% voltou ao normal, mas podemos dizer que 15% da produção de arroz foi perdida. Além disso, 40% do milho e 30% do leite também foram prejudicados. Com a falta de pastagens, os produtores passaram de 12 mil litros para nove mil litros por dia. A situação do abastecimento de água potável para as famílias também está regularizado", ressalta Passarela.
Em Criciúma a situação de emergência não chegou a ser decretada, mas a agricultura também teve problemas. "Logo que a seca começou, conseguimos uma parceria com a Casan para abastecer a população com água potável. Nossa resposta foi mais rápida. Hoje, podemos dizer que a estiagem em Criciúma já está normalizada por conta das chuvas que têm caído nos últimos dias", avalia Angela Mello, coordenadora da Defesa Civil de Criciúma.
No último balanço feito pela Defesa Civil da região Sul do Estado, constatou-se que os poços artesianos já estavam abastecidos com cerca de 1,5 metro de água. Rosinei da Silveira, coordenador regional da Defesa Civil, explica que a estiagem não chegou ao fim absoluto, mas que a situação não é tão crítica quanto antes. "O consumo humano já está regularizado e neste momento a situação não é tão crítica. Continuamos cuidando do abastecimento, mas com a chuva ficamos mais tranquilos", afirma Silveira.
Segundo o coordenador, não é mais necessário fazer cortes ou racionamentos na distribuição de água. "O problema agora é avaliar o tempo, ficar atento às previsões, para que a agricultura consiga lidar com essa chuva. Já existe água no solo, nos rios, nos poços artesianos e na barragem, que ainda não está em seu nível normal, mas não está mais tão seca", alerta Silveira.



