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Skatista hexacampeão

Skatista hexacampeão mundial visita Criciúma e anda de skate com fãs

Sandro Dias "Mineirinho" esteve nesta sexta-feira em uma loja da modalidade, onde distribuiu autógrafos e fez fotos

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

A prática de skate deixa de ser vista como coisa de marginal, drogado ou gente que não tem o que fazer. Prova disso é o crescimento da modalidade, inclusive com a realização de grandes e já tradicionais campeonatos ao redor do mundo, assim como a ascensão de atletas brasileiros e catarinenses em diversas modalidades do esporte no cenário mundial.

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Um deles é Sandro Dias "Mineirinho", seis vezes campeão mundial no estilo vertical, tricampeão europeu e recordista mundial com a manobra de aero mais alta. O skatista profissional esteve na tarde desta sexta-feira em Criciúma, onde, a convite da De Lucca Surf Skate Shop, no Centro da cidade, distribuiu autógrafos e fez ainda maior a alegria dos fãs ao andar de skate com eles na mini rampa da loja.

"Pra mim é muito bom ver esse crescimento da modalidade. Ando de skate há 27 anos, de modo profissional há 18 anos, então acompanhei toda a evolução do esporte. Quando comecei, andar de skate era modinha, hoje já é o segundo esporte mais praticado no mundo, perde somente para o futebol", esclarece Mineirinho.

Ele lembra que antes havia muito preconceito com quem andava de skate, mas que isso é coisa do passado. "O cenário cresceu e mudou bastante, somente as pessoas leigas, que não entendem nada de skate, é que ainda são preconceituosas", ressalta o skatista que esteve pela primeira vez em Criciúma. Sua conquista mais recente foi em abril, com a prata no X Games, em Foz do Iguaçu (RS), e agora ele se prepara para disputar uma etapa do Dew Tour, em junho, nos Estados Unidos.

Para o proprietário da De Lucca, Richard De Lucca, o skate só não tem mais adeptos porque falta incentivo dos órgãos públicos. "Algumas pessoas reclamam dos skatistas andando nas ruas, mas falta estrutura para praticar o esporte em local mais seguro. Em Criciúma, por exemplo, temos apenas uma pista pública, perto da prefeitura, mas ela foi inaugurada em 2006 e já está bastante deteriorada", lamenta.

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Richard acrescenta que foi prometida uma nova pista no Parque das Nações, na Próspera, "mas até agora nada. Alguns caixotes e corrimão foram improvisados pelos skatistas na quadra de basquete, o que não é certo, pois está sendo usado o espaço de outro esporte, já que não tem um local próprio para quem anda de skate".

Tales Meister tem 32 anos e anda de longboard - uma modalidade do skate, mas em velocidade - há 14 anos. "No skate mesmo estou desde 2006. Sempre que não tem onda, já que o principal esporte que faço é o surf, pego o skate para andar um pouco. É notável o crescimento nos últimos anos, até meninas andando nas ruas, isso é importante para quebrar preconceitos e garantir mais incentivo do Poder Público", afirma o laminador de pranchas de surf.

Segundo o eletrotécnico Rafael de Medeiros, de 29 anos, o mercado do skate tem crescido bastante, com a abertura de lojas e organização das equipes, o que pede ainda mais empenho de quem pretende se tornar profissional. "Crescer profissionalmente no skate está mais difícil, mais concorrido, por isso é importante ter foco. Dessa forma, também, o jovem ocupa a cabeça e se distancia das drogas e da criminalidade", reforça Medeiros.

Vídeo: Vanessa Amando

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