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Slackline: Mente

Slackline: Mente corpo e equilíbrio

Em Criciúma, alguns aventureiros se arriscam no esporte que é novidade para muita gente

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Janaina Vieira

Um esporte praticado sobre uma fita, o qual exige muito equilíbrio, vem ganhando adeptos em Criciúma. O slackline, como é denominado, é executado em uma fita estreita, porém flexível, e exige muito equilíbrio e concentração. Em Criciúma, alguns aventureiros já se arriscam no esporte que é novidade para muitas pessoas, mas que já possui uma longa história fora do país. O slackline começou na década de 80 nos Estados Unidos.

Conforme Guilherme Knabben, praticante há dois meses em Criciúma, o esporte surgiu com alguns alpinistas. “Eles colocavam uma corda entre um pico e outro e faziam a travessia. Começou com cordas mais arredondadas e com o passar dos anos o esporte foi evoluindo, possibilitado manobras em cima do equipamento”, explica.

Para os iniciantes, a corda é fixada em uma árvore ou em um troco com uma altura entre 30 e 40 centímetros do chão. “A fita é regulada tendo em vista que ela não pode encostar no solo. Comecei assim, logo depois subi um pouco a corda e agora arriscamos algumas manobras, mas lembrando que somos iniciantes”, brinca Knabben, que pratica o esporte junto com o amigo Filipe Bristot. Eles praticam o slackline a um metro e meio do chão e se encontram no Parque das Nações Cincinato Naspolini, no bairro Próspera.

Conforme explica Bristot, toda atividade relacionada ao esporte o atrai. “Foi mais uma curiosidade que acabou virando gosto. A prática do slackline desenvolve força e muito equilíbrio”, resume. “Somos acostumados a jogar futebol e a surfar, por exemplo, o slackline veio para desafiar a nós mesmos. Além disso, a atividade é mais uma forma de praticar esporte e serve como uma motivação para sair de casa”, completa.

De acordo com o praticante, as pessoas que passam pelo parque procuram saber como funciona a travessia. “Muitos curiosos nos perguntam como é realizado o slackline e querem praticar também. É uma relação muito bacana”, comenta Bristot. Guilherme ensina que o básico do esporte é atravessar a fita e as manobras são mais estáticas.

O equipamento para a prática do esporte é simples e pode ser montado em casa. “Ela é uma fita muito semelhante àquela de amarrar carga em caminhão e a catacra que regula o tamanho da corda também é igual ao do caminhão. A fita e a catacra podem ser adquiridas em uma loja de material de construção”, explica Guilherme. “Mas a nossa é semi-profissional, que dá uma maior flexibilidade e auxilia nos movimentos”, ressalta. Em média, o equipamento pode ser adquirido por pouco mais de R$ 300.

Os praticantes indicam a prática atividade tanto de tênis quanto descalço. “No fim, acabamos relembrando um pouco do tempo de criança para quem quase nunca pode ir a uma cama elástica, o esporte lembra bastante a brincadeira”, conclui Guilherme.

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