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Contexto Internacional

Suécia adota lockdown em meio a protestos

Novas medidas restritivas foram aprovadas pelo parlamento em meio a aumento de casos

Por André Abreu

2 min de leitura

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Foto: The Local - Sweden

A nova lei de lockdown de emergência da Suécia entrou em vigor no domingo (07) em meio a protestos e pessoas detidas, concedendo ao governo o poder de impor restrições relacionados ao coronavírus pela primeira vez.

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A medida vem quase um ano depois que o país nórdico descartou as mesmas medidas rigorosas de saúde pública que foram implementadas em todo o resto da Europa.

Até agora, o governo sueco tem confiado principalmente no público, adotando um modelo em que a população segue as normas restritivas voluntariamente.

Mas os legisladores aprovaram a nova lei de pandemia na sexta-feira (05), permitindo que o governo "adote restrições especiais para certas atividades e lugares", de acordo com um comunicado no site do parlamento.

A lei entra em vigor imediatamente.

"Vemos um grande risco de estarmos em uma situação difícil por algum tempo pela frente", disse o primeiro-ministro Stefan Lofven à rede sueca SVT antes da aprovação da lei. "E vamos usar a nova lei em um futuro próximo."

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A lei permite que o governo restrinja o número de pessoas em lojas, empresas e locais públicos, incluindo teatros e piscinas. As autoridades também podem multar indivíduos por desrespeitar as regras do coronavírus, bem como ordenar que as empresas fechem em caso de violações.

"Vamos ver se podemos fazer mais no transporte público, mas também pode ser sobre academias, instalações esportivas, eventos e empresas que operam locais para festas", disse Lofven sobre a aplicação da lei.

O governo considerou os protestos ilegais e a aglomeração sem permissão e usou a força policial para dispersar a multidão de centenas de pessoas. As pessoas protestavam sem máscaras.

A Suécia tem um total de 130 mil mortes sem adoção de medidas restritivas por decreto desde o início da pandemia. Os vizinhos Noruega, Dinamarca e Finlância tem juntos cerca de 3.700 mortes com adoção de medidas restritivas conjuntas desde o iníco da pandemia em 2020.

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