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Opinião

Tabagismo é

Tabagismo é doença!

Por Redação Engeplus

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A pandemia do tabaco, pela sua importância no aspecto morbidade e mortalidade, tem incentivado um número cada vez maior de pessoas a procurar atendimento médico especializado para efetivamente parar de fumar. Tabagismo é uma doença! Tabagismo é a causa mais importante de doença evitável. Demonstramos aqui algumas estatísticas sobre a doença: 78% dos fumantes manifestam desejo de parar de fumar; 50% dos pacientes têm expectativa de não estarem fumando em um intervalo de um ano, só que somente 2-3% conseguem ficar sem fumar por pelo menos um ano.

O tabagismo é responsável por 5 milhões de mortes por ano no mundo, sendo que contabilizam 200 mil brasileiros por ano. Morrem, no Brasil, 24 pessoas pelo tabagismo ativo a cada hora e seis pessoas vão a óbito pelo tabagismo passivo. A absorção da fumaça do cigarro, uma vez inalada, leva 10 segundos para “ativar” o sistema nervoso central por receptores específicos da nicotina, liberando dopamina. Isso se traduz em sensação de bem estar. Por outro lado, a falta da nicotina gera irritabilidade/agressividade, inquietação, depressão, dificuldade de concentração, ansiedade, aumento do apetite, cefaleia e distúrbios do sono.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é desencadeada em até 80-90% pelo tabagismo. O tabagismo é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão. Também está relacionado ao câncer de cabeça e pescoço, esôfago, bexiga, impotência, doenças vasculares arteriais periféricas, doenças cardíacas (acidente vascular cerebral, infarto e isquemia cardíaca), assim como envelhecimento precoce com alterações de pele.

Um acompanhamento rotineiro é essencial para o sucesso da cessação do tabagismo. Além de terapia cognitiva comportamental, as medicações mais utilizadas e com maior benefício são as terapias de reposição nicotínica, como adesivos e goma de mascar; e as terapias não nicotínicas, como a bupropiona e vareniclina. Mais estudos são necessários para demonstrar o real benefício de novas medicações, como Rimonabante, Methoxsalen e vacinas anti-nicotina. A prevenção continua sendo a melhor intervenção.

Dr. Fábio José Fabrício de Barros Souza (CRM 14039) - Pneumologista e Especialista em Medicina do Sono - Integrante Corpo Clínico Hospital São José

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