Manifestação
Tarde de protestos na região Central de Criciúma
Atualizada - Movimentos sociais e sindicais se integraram ao Dia Nacional de Paralisações e Manifestações contra o projeto de lei da terceirização
Por Redação Engeplus
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Atualizada às 17h40min - Movimentos sociais e sindicais de Criciúma e região também se integraram aos protestos que ocorrem em todo país no Dia Nacional de Paralisações e Manifestações, contra o Projeto de Lei 4330/04, que defende a terceirização, e também contra as medidas provisórias 664 e 665, que alteram benefícios dos trabalhadores, como: pensão por morte, concessão de auxílio-doença, e seguro desemprego, entre outros.
Na tarde desta sexta-feira, dia 29, os manifestantes se reuniram em dois pontos de Criciúma. Um grupo fechou o Terminal Central das 15 às 16 horas, e outro, um pouco maior, realizou uma pequena passeata do Parque das Nações Cincinato Naspolini até a sede da Associação Empresarial de Criciúma (Acic).
"Nossa intenção é chamar a atenção da sociedade sobre o retrocesso que será o projeto de lei que estabelece a terceirização para todas as atividades profissionais. Na Acic estamos protocolando um manifesto de repúdio. Pois a Acic tem se manifestado, por meio de seus dirigentes, alegando que a terceirização é uma coisa boa para os trabalhadores. Os únicos beneficiados com este projeto são os empresários", destaca Edgar Generoso, um dos lideres do movimento em Criciúma. Conforme ele, caso seja aprovada a lei, os trabalhadores correm o risco de ter salários e direitos prejudicados.
O manifesto contém informações a respeito do PL, e dados estatísticos a respeito de setores terceirizados. Além disso foi assinado pelos presidentes todas as entidades sindicais da região Sul de Santa Catarina.
Sindicalistas são recebidos - Os manifestante foram até à Acic, onde aguardaram o presidente da entidade empresarial, César Smielevski, para a entrega do documento. Quatro representantes foram escolhidos para representar os trabalhadores: Carlos de Cordes, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região; Edegar Genoroso, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) - Regional Sul; Jucélia de Jesus do Sindicato dos Servidores Públicos de Criciúma (Sindiserpi) e Vinícius Monteiro do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unesc.
Na reunião os sindicalistas tiveram um debate sobre o PL, questões políticas e econômicas da região e do país. O objetivo era informar o representante empresarial de que os trabalhadores são contra a terceirização, e sensibilizar a entidade se posicionar sobre o assunto.
"Nós não estamos aqui para tentar convencer os empresários a serem contra a PL da terceirização. Nós e todos os representantes sindicais estão aqui na Acic para dizer que nós somos contra. A gente sabe que o empresário quer ter mais lucro gastando menos, pagando menos, investindo menos do trabalhador, como a maioria infelizmente age dessa forma. Nós somos representante dos trabalhadores e queremos melhores condições de vida, que o trabalho não nos adoeça, queremos viver. O centro não é o trabalho, é a vida. E o trabalho tem que dar condições para viver", disse a representante Jucélia de Jesus.
Clique aqui e leia a matéria com o posicionamento da Acic.



