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Criciúma

Taxista projeta Uber no tráfico e com dificuldades

Presidente do sindicato vê esvaziamento de licitação e desistência de atuais donos de táxis

Por Redação Engeplus

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Foto: Lucas Sabino / Jornal da Manhã / Arquivo

A perspectiva para os taxistas em Criciúma é das mais sombrias com a chegada do aplicativo de transportes Uber, que começou ontem a inscrever motoristas na cidade. “Muito taxista vai abandonar. Vai ser o fim dos táxis na cidade”, prevê, com certo tom de exagero, o presidente do Sindicato dos Taxistas, Claudecir Batista.

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Atualmente, há 135 táxis nas ruas. “Ou deveria ter. Muitos de bairros nem estão tirando mais o carro da garagem”, explica Batista. O presidente antevê que a licitação de 115 vagas em 45 pontos da cidade, que a Prefeitura planejava fazer em novembro passado mas acabou transferida para junho deste ano, nem deverá sair do papel. “Com o Uber, ninguém mais quer. A Prefeitura pode fazer quantas licitações bem entender, que ninguém vai participar”, disse.

“Em um ano
não tem mais Uber”

Embora a visão negativa para os atuais taxistas, que deverão enfrentar acirrada concorrência do Uber, Batista espera vida curta para o novo serviço na cidade. “O criciumense não tem o hábito de pegar táxi”, avalia. “E quero ver, ganhando a metade do táxi, como é que eles vão manter um carro de luxo na rua. Vai ser muito difícil. Em um ano já não vai ter mais Uber aqui”, calcula o presidente.

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“Uber vai
servir ao tráfico”

Batista lembra o insucesso do serviço de mototáxi em Criciúma para ilustrar o que projeta para os carros do Uber, e vai além. O sindicalista entende que o novo serviço se prestará para atividades irregulares, como transporte de drogas. “O mototáxi já não deu certo por causa disso. O táxi não se presta a isso. Podem me cobrar, esses novos carros só vão servir para ajudar o tráfico de drogas. Vão aumentar as formiguinhas do tráfico”, denuncia.

Os responsáveis pela chegada do Uber a Criciúma projetam que o serviço estará disponível em no máximo um mês.

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