Tencati diz que maturidade da equipe foi fundamental para virada histórica no Oeste
Na Arena Condá, Tigre perdia por 2 a 0 para a Chape, mas virou para 3 a 2

A virada do Criciúma sobre a Chapecoense foi uma injeção de ânimo e confiança para a equipe carvoeira. Depois da histórica vitória por 3 a 2 na Arena Condá, onde o Tigre não vencia há 14 anos, o técnico Claudio Tencati elegeu os componentes que contribuíram para o triunfo no Oeste, e na lista estão três principais: consistência, maturidade e superação.
Mesmo sofrendo dois gols logo no início do jogo, o Criciúma melhorou na partida e descontou ainda no primeiro tempo. Ainda teve um gol anulado após checagem do árbitro de vídeo e poderia ter ido para o intervalo com o empate. “Tínhamos poder de reação, o 2 a 0 foi perigoso, mas a equipe teve maturidade. O Criciúma não vencia aqui há 14 anos, frisamos isso na preparação e tínhamos que buscar a primeira vitória fora de casa e vencer aqui. Os jogadores merecem um churrasco para o treinador pagar por tanta dificuldade que eles reverteram aqui”, comemorou.
Laterais do Tigre foram fundamentais na virada diante da Chape. (Fotos: Celso da Luz/Criciúma E.C)

Ajustes permitiram crescimento pelas laterais
O treinador também avaliou os ajustes que permitiram ao Criciúma encontrar espaços no setor defensivo do rival. O posicionamento dos meio-campistas foi um deles. Para Tencati, a Chapecoense armou uma ‘armadilha’ para que o Tigre atacasse pelo centro do campo, isto facilitaria os contra-ataques. Mas o ajuste na forma de jogar abriu espaço para que Claudinho e Marcelo Hermes aparecessem com força no ataque. O lateral-direito marcou o primeiro gol. Dos pés do lateral-esquerdo e capitão saiu a jogada que terminou em gol contra do goleiro Vagner.
“Fizemos um planejamento e tínhamos uma ideia da forma que a Chape ia se comportar, optamos por três volantes pensando nesta estrutura, que é próximo do que o Cruzeiro fez dentro da nossa casa. Começamos um pouco confusos quanto a isso, mas o pior foi tomar um gol de bola parada. Tivemos que arrumar o posicionamento dos meias para dar amplitude e profundidade para os laterais. Por dentro teria dificuldade e cairia na armadilha de marcação da Chape”, explicou.
A virada chegou na insistência de Marquinhos Gabriel. E aí entra a superação de um time que seguiu buscando o ataque fora de casa. Contente com placar e com a primeira vitória longe do Heriberto Hülse na Série B, Tencati acredita que possui 80% da equipe ajustada. Ainda falta manter o padrão de jogo após as substituições e não deixar cair a concentração ao longo dos duelos.
“Futebol exige preparação em todos os aspectos e o mental é um, principalmente o poder de concentração. O time soube aproveitar o baque que a Chapecoense teve com o empate. (A equipe) está em amadurecimento, é um processo que demora. O resultado é importante para fortalecer as ideias e os jogadores compraram as ideias. Enquanto outras equipes ajustaram no Estadual para vim para o Brasileiro, estamos ajustando no Brasileiro porque não tivemos o Estadual. Das nossas ideias temos a equipe quase ideal. Agora vamos evoluir para o nível de competição e vamos afinando as parcerias nos setores”, avaliou.
Com o resultado, o Criciúma abre a rodada na sexta colocação, com 16 pontos, e volta a campo pela Série B somente na sexta-feira, dia 17, quando recebe o Brusque no Heriberto Hülse. Nesta segunda-feira, dia 13, o Tigre enfrenta o Atlético Catarinense, às 19 horas, pela Série B do Campeonato Catarinense. Já a Chapecoense é 16ª colocada na Série B do Brasileirão, com 12 pontos, e visita o Bahia, terça-feira, dia 14, na Arena Fonte Nova.


































