Criciúma
Tigre busca contornar crise entre dirigente e atletas
Por Redação Engeplus
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No começo de junho, ele chegou ao Criciúma com o discurso do acesso à Série A. Quatro meses depois, a função de Édson Gaúcho sofre uma mudança substancial na rotina de executivo de futebol do Tigre. E essa alteração começou a ser percebida nas últimas semanas, com a ausência dele em viagens e treinamentos.
O assunto é tratado com reserva nos bastidores do Criciúma, mas há um evidente mal estar entre o executivo e o grupo de jogadores. Informalmente, as duas partes confirmam. Tanto o dirigente quanto atletas não negam a existência de animosidades na relação e colocam sob responsabilidade do presidente Jaime Dal Farra a tomada de decisão sobre a mudança no foco da atuação do executivo.
Édson não integrou a delegação nas viagens recentes do Criciúma a Maceió e Campinas, para os jogos contra CRB e Guarani. Ao mesmo tempo, percebeu-se a ausência dele em treinamentos no CT, ora acompanhando as atividades de longe – chegou a ser visto em um camarote do estádio Heriberto Hülse durante um treino no gramado –, ora comparecendo apenas por poucos minutos antes do início efetivo de atividades.
O desconforto começou a vir à tona quando da apresentação do técnico Beto Campos, que coube ao presidente. O próprio Dal Farra comunicou na manhã desta terça-feira, via assessoria de imprensa, que “a mudança no perfil de atuação do executivo é decisão pessoal do presidente, e que os dirigentes que viajarão são o presidente e o diretor Emerson Almeida”. Dal Farra explicou, ainda, que Édson Gaúcho vai começar a percorrer outros estados e países vizinhos em busca de jogadores para o Criciúma. Nos próximos dias, o executivo deverá estar no Uruguai. Não há pelo presidente, porém, qualquer menção explícita às razões para tais alterações.



