Tigre desperdiça
Tigre desperdiça pênaltis e fracassa em Maceió
Por Redação Engeplus
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O Criciúma deixou escapar três pontos "conquistáveis" fora de casa. Contra um adversário limitado, que brigará a muito custo por um lugar intermediário na tabela, o Tigre bateu cabeça, esteve perdido em campo, não demonstrou poder ofensivo e, mesmo assim, esteve a dois pênaltis de ganhar em Maceió.
A derrota por 1 a 0 para o CRB acabou sendo justa, fruto da inoperância tricolor. Os setores estiveram confusos, o "falso" 3-5-2 foi um rotundo fracasso, não houve articulação e quando chegou, o Criciúma foi empurrado mais por vontade que por qualidade, e também usufruiu da fragilidade adversária.
O comportamento da defesa foi constrangedor. Cláudio Luiz esteve irreconhecível, talvez consequência da presença pouco segura de Sílvio Criciúma. Basílio esteve muito aquém do que pode produzir como volante. O Criciúma naturalmente jogaria no verdadeiro 4-4-2 com melhor qualidade e mais resultado. Certamente.
Mas o pior dos equívocos veio na hora dos pênaltis. Os dois bem marcados pelo árbitro a favor do Criciúma. No primeiro, Beto partiu para a cobrança sem maiores contestações. Foi consciente para a bola mas a paradinha, que teoricamente seria fatal contra o goleiro, acabou sendo crucial a favor. A trave foi o destino do arremate.
Na segunda penalidade, quando já perdia por 1 a 0, o Tigre cometeu a heresia da indefinição. Foi visível o bate boca entre Valdeir e Jael para saber quem cobraria. Venceu o primeiro. Ganhou no grito. E fez o que fez. Um tanto displicente, além de ser "atrapalhado" pelo adiantar do goleiro, Valdeir desperdiçou nova chance.
Está mais do que na hora de o Criciúma definir Zé Carlos como o seu cobrador de pênaltis. Essa indefinição não é sadia. Aliás, não é a primeira vez que o Criciúma não sabe quem deve cobrar durante um jogo. Isso já aconteceu durante o Campeonato Catarinense. Gélson, está na hora. A vitória fica para o dia 7. Que venha o Bahia.



