Tigre e GA: um desfecho longe do fim
Por Mateus Mastella
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Uma reunião ocorreu na última sexta-feira entre os representantes da Gestão de Ativos (GA) e do Criciúma para definir os detalhes do distrato do acordo. Pelo lado da GA: Jaime Dal Farra, Fernando Ness, advogado que defende a GA, e Ocimar Bolicenho, que é uma espécie de assessor do Dal Farra. Do lado do Criciúma: os advogados Rodolfo Moretti, Matheus Benetton, Samira Zambrano, e a mesa da diretoria do conselho deliberativo.
O assunto era definir o desfecho de alguns jogadores. O contrato entre a GA e o Criciúma se encerrou na última sexta. A reportagem, durante todo este tempo, há meses, pede a leitura do contrato, mas sempre foi informado de que é de confidencialidade.
Pelo lado da GA, o pedido: transferir o direito econômico do zagueiro Nino, do atacante Reinaldo e do jogador João Cipriano, que está na base do Fluminense, para o Londrina, ao qual Dal Farra tem uma boa entrada. Além disso, a empresa pedia para transferir o direito econômico e federativo do lateral Claudinho e do zagueiro Wellington Tim, também para o Londrina.
O Criciúma, por sua vez, alega, embasado com um documento assinado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que não precisa ceder estes direitos a GA. Quando o contrato foi feito em 2012, na época pelo ex-presidente Antenor Angeloni, sofreu aditivos em 2015, no mês de outubro, quando Jaime Dal Farra comprou a empresa de Angeloni.
Mais uma vez, reitero, que o contrato segue confidencial. Não sei o que foi colocado, mas o conselho deliberativo aprovou a mudança. Na época, o presidente era Carlos Henrique Alamini.
Em 2019, a FIFA alterou seu Regulamento sobre Status e Transferência de Jogadores (RSTP, sigla em inglês). Ou seja, os clubes passaram a ter total autonomia sobre os atletas.
É neste ponto que acontece a divergência. Tentei contato com o advogado do Criciúma, que prefere não se manifestar neste momento. Procurei também o advogado da GA, que preferiu não se manifestar sobre o acordo de confidencialidade que existe no contrato.
Pelo desenrolar, a justiça vai ter que definir o futuro desta situação, que promete se arrastar por um bom tempo. Se for a justiça, a multa rescisória pela quebra no contrato consta em R$ 10 milhões, podendo chegar a R$ 20 milhões, com juros e correções. Quem pagaria? Boa pergunta.
Sabe a reunião que foi feito lá na sexta? Informações dão conta de que o clima esquentou entre as partes e que precisou de muita calma durante a conversa.
Este assunto promete. E muito. Vamos aguardar e observar.



