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Tigre explica providências contra baderneiros do HH

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

“Ão, ão, ão, abastece o avião”. O “canto de mau gosto”, conforme qualificou o próprio Criciúma Esporte Clube em nota oficial ontem emitida, foi ouvido domingo, no estádio Heriberto Hülse, e gerou tremenda repercussão negativa contra o Tigre.

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“É fato que partiu de um grupo bastante pequeno”, enumera o diretor jurídico do Criciúma, Albert Zilli dos Santos. Mas por qual razão o clube não anunciou uma ação mais enérgica, como a expulsão do quadro social dos envolvidos no episódio? “Não podemos tomar decisão sumária, o estatuto do clube não permite isso”, explica o advogado tricolor.

Zilli conta que fez um estudo aprofundado do Estatuto do Torcedor e não encontrou qualquer aspecto que justifique uma punição sem procedimentos como os que foram adotados. “Essa conduta, de cantar com esse tipo de ofensa, não está tipificada. É lamentável, mas estamos amarrados a seguir um rito”, constata o dirigente. “Infelizmente, somos obrigados a fazer assim”, enfatiza.

Avaliação da torcida Os Tigres

Os cantos partiram de elementos que se encontravam no espaço da torcida Os Tigres no Heriberto Hülse. Conforme testemunhas, durante a partida já houve provocações a torcedores da Chapecoense com gestos que lembravam aviões em queda, aludindo à tragédia que abateu o clube do oeste em novembro passado. O canto em si foi ouvido no momento em que a Taça Sandro Pallaoro era entregue no gramado.

“Toda a generalização nos leva à injustiça. Ali na torcida tem gente já punida, gente que ainda vai ser punida mas tem muita gente de bem também”, lembra Albert Zilli. “A imagem da torcida está mesmo arranhada, mas nem sempre foi assim. Eles já exerceram um papel importantíssimo de apoio ao time”, cita o diretor. A Os Tigres publicou nota ontem repudiando o fato e prometendo providências internas.

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Os outros problemas recentes

Mas o advogado relaciona ao menos outros dois episódios recentes, que também envolveram integrantes da citada torcida, para ilustrar que os últimos meses vem sendo conturbados na relação. “Houve aquele protesto no jogo contra o Brusque, e a agressão a um torcedor contra o Figueirense”, recorda. “Esse último caso está nas mãos do Ministério Público, dois torcedores já foram punidos. E o primeiro resolvemos não agir pois era um protesto contra a diretoria”, menciona.

“Várias vezes, queremos respostas rápidas e sumárias, mas temos ritos a seguir”, pontua o dirigente. A resposta que o Criciúma deu, além da nota oficial, foi por um contato com dirigentes da Chapecoense, por telefone, reforçando o pedido de desculpas. Nas redes sociais, a reprovação é total à conduta dos cerca de vinte torcedores flagrados cantando.

A repercussão do episódio segue sendo mundial. No Diario Olé, o principal jornal esportivo da Argentina, a atitude de torcedores do Criciúma é citada como "repudiável".

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