Série B
Tigre faz história negativa com nova derrota
Por Redação Engeplus
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O Criciúma nunca fez uma arrancada tão ruim em campeonatos brasileiros como em 2017. Com um ponto em 15 disputados, o Tigre é lanterna da Série B após mais uma derrota, a quarta em cinco jogos. Tomou 1 a 0 do Juventude na noite desta terça-feira, no estádio Alfredo Jaconi.
Mais uma vez, o Tigre não jogou bem. Até apresentou solidez defensiva semelhante à da estreia do técnico Luiz Carlos Winck, no empate de sábado em 0 a 0 com o Luverdense. Mas diversas falhas e pouca inspiração ofensiva mais uma vez vitimaram o Tigre. “Foi injusto o resultado”, reclamou o zagueiro Nino. O tricolor voltará a brigar pela primeira vitória na sexta-feira diante do CRB, no Heriberto Hülse, às 19h15min.
Com o fraco desempenho, o tricolor iguala o início da Taça de Prata, equivalente à Série B de 1983, quando o Criciúma também somou um ponto, com um empate e quatro derrotas nas cinco primeiras partidas.

Primeiro tempo
A partida começou morna, com um pouco mais de posse do Juventude. O Criciúma ameaçou aos 9. Alex Maranhão bateu falta da intermediária mas Raphael Silva recebeu em impedimento, já na linha da grande área. Aos 12 o Tigre teve seu primeiro escanteio e, na conclusão, Diogo Matheus arrematou mal contra o gol dos gaúchos.
O Juventude chegou aos 19 minutos. Tiago Marques passou para Juninho Silva mas Luiz saiu nos pés do atacante, evitando a conclusão. O melhor lance do Criciúma veio aos 26 minutos. Fabinho Alves cruzou e Zé Roberto cabeceou fraco. A bola venceu o goleiro e, quando se encaminhava para a rede, o zagueiro Ruan cortou e Matheus Cavichioli tratou de espantar.
Dois minutos depois, o lance polêmico da partida. Ramon avançou pela esquerda e cruzou contra o gol do Criciúma, mas a bola bateu no braço do zagueiro Raphael Silva, já dentro da área. Pênalti reclamado pelo time da casa e torcedores mas não marcado pelo árbitro Francisco Nascimento. Depois a partida se encaminhou sem maiores emoções para o intervalo. Destaque negativo para o meia Alex Maranhão, de duas conclusões ruins aos 36 e 40 minutos.
“Teve três pênaltis não marcados para nós”, reclamou, no intervalo, o volante Fahel, do Juventude. “Eu acho que não foi pênalti”, rebateu Zé Roberto, sobre o lance discutido da etapa inicial.

Segundo tempo
Pressão dos gaúchos logo aos 2 minutos. Juninho chutou cruzado, e a bola passou à frente do gol de Luiz, com perigo. Aos 12, Alex Maranhão lançou para Fabinho Alves, tentando chegar na área adversária, mas Juninho roubou. Dois minutos depois, Juninho cruzou e Tiago, de cabeça, mandou por cima do gol de Luiz. Oportunidade para o Tigre aos 21. Bruno Collaço cortou mal e a bola sobrou para Caio Rangel que bateu com efeito, para fora.
Aos 39, em tentativa de jogada ofensiva, Zé Roberto sentiu dores musculares e deu lugar a Jheimy. Em seguida, aos 41 minutos, o lance que definiu a partida e a sorte do Tigre em Caxias do Sul. Wallacer cobra escanteio e ninguém corta. A bola chega para Vinícius que sozinho, sem fazer força, apenas desvia de cabeça para vencer Luiz e colocar na rede, 1 a 0.
Ficha técnica: Juventude 1 x 0 Criciúma
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Data: Nesta terça-feira, 6.
Horário: 19h15min
Arbitragem: Francisco Carlos do Nascimento, com Pedro Jorge Santos e Esdras Albuquerque
Cartões amarelos: Diogo Matheus, Zé Roberto e Caio Rangel (Cri), Vinícius e Lucas (Juv)
Gol: Vinícius, aos 41´2T
Juventude
Matheus Cavichioli, Tinga (Vinícius), Domingues, Ruan e Bruno Collaço, Fahel, Lucas, Leílson (Wallacer), Juninho Silva e Ramon, Tiago Marques
Técnico: Gilmar Dal Pozzo
Criciúma
Luiz, Diogo Matheus, Raphael Silva, Nino e Diego Giaretta, Barreto, Jocinei e Alex Maranhão (Pitbull), Caio Rangel, Zé Roberto (Jheimy) e Fabinho Alves
Técnico: Luiz Carlos Winck



