Tigre perde
Tigre perde em casa e aumenta crise no Majestoso
Criciúma foi derrotado pela Ponte Preta por 2 a 1 na noite desta quarta-feira
Por Redação Engeplus
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A competição mudou, mas não a atuação do Criciúma. Na noite desta quarta-feira, o Tigre estreou na Copa Sul-Americana e novamente decepcionou a sua torcida perdendo em casa para a Ponte Preta por 2 a 1. Jogando um futebol apático, não restou alternativa à galera tricolor, senão protestar muito durante e após o jogo.
Logo no início da partida a torcida tricolor ‘levou uma ducha de água fria’. Aos 5 minutos, Matheus Ferraz cometeu falta na intermediária do Criciúma. Na cobrança, Wendel levantou a bola na área e o zagueiro César desviou de cabeça mandando a bola para o fundo do gol. Dois minutos depois o Tigre tentou esboçar alguma reação. Morais arriscou de longe, a bola desviou na zaga e por pouco não surpreendeu o goleiro Roberto. Na sequência da partida o Criciúma seguiu cometendo muitos erros de passes e de marcação. Aos 21, Fabinho cruzou na área, Morais chutou de voleio e a bola desviou na mão do defensor antes de sair pela linha de fundo, no lance a torcida reclamou de pênalti, mas o árbitro nada marcou.
Aos 27, Rildo passou por três defensores, invadiu a área e chutou forte, à queima-roupa, no canto direito baixo de Galatto, que operou o milagre. Com a superioridade da Ponte Preta na partida e a falta de qualidade do Criciúma, quando faltavam 10 minutos para o final da primeira etapa, a galera tricolor perdeu a paciência e começou a protestar aos gritos: 'Vergonha, vergonha, time sem vergonha’. O diretor executivo de futebol, Cícero Souza, também não foi poupado do xingamento. Com a cobrança da torcida o time ficou ainda mais perdido em campo. Aos 42, o time tricolor foi sair jogando, se atrapalhou, Rildo roubou a bola e tocou para Chiquinho, que chutou rasteiro muito próximo da meta defendida por Galatto. Na descida para o vestiário os jogadores não foram poupados das vaias que ganharam ainda mais força.
Na segunda etapa o jogo seguiu no mesmo ritmo. Aos 11, Uendel cobrou falta na segunda trave, a zaga do Tigre marcou bobeira, César cabeceou para o meio da pequena área, e o zagueiro Betão, embaixo da trave errou o chute perdendo um gol incrível. Na sequência foi à vez da defesa da Macaca errar feio. Aos 17, no chutão dado para frente, a bola passou pela zaga e sobrou para Lins, que desperdiçou grande chance de frente com o goleiro e chutou para a fora. No lance seguinte, Lins levantou a bola na área, a bola passou pela dupla de zaga e caiu no peito de Fabinho, que chutou forte e exigiu grande defesa de Roberto.
Aos 21, o que era ruim ficou ainda pior. Chiquinho cobrou falta da frente da área e acertou o ângulo direito de Galatto, fazendo o segundo gol da Ponte Preta. Aos 29 minutos, Wellington Paulista sentiu a coxa, caiu no gramado, e deixou o campo. Como Vadão já havia feito três substituições, o Tigre jogou os minutos finais da partida com 10 jogadores e sob muitas vaias da torcida. Quando faltavam dois minutos para o final da partida, Lins levantou na primeira trave e João Vitor cabeceou a bola para o fundo da rede fechando o placar da partida. Nem mesmo o gol tricolor foi comemorado pela torcida, que permaneceu vaiando. Antes do fim da partida, Galatto ainda livrou o Criciúma de levar o terceiro gol em um chute forte de Fernando Bob à queima-roupa. Após o apito final a equipe tricolor deixou o gramado rapidamente sob gritos de ‘timinho’.
Ficha técnica: Criciúma 1 x 2 Ponte Preta
Local: Estádio Heriberto Hülse
Horário: 21h50min
Público: 6.806
Renda: R$ 68,1 mil
Arbitragem: Leandro Pedro Vuaden (RS), auxiliado por Altemir Hausmann (RS) e Rodrigo Pereira Jóia (RJ)
Cartões amarelos: Matheus Ferraz, Amaral, Leonardo, Wellington Paulista, Gilson (Criciúma); Uendel (Ponte Preta)
Gols: César, aos 5’ do 1ºT; Chiquinho, aos 22’ do 2ºT (Ponte Preta); João Vitor, aos 43' do 2ºT
Criciúma
Galatto; Sueliton (Tony), Matheus Ferraz, Leonardo e Gilson; Amaral (Bruno Renan), João Vitor, Leandro Brasília e Morais (Lins); Fabinho e Wellington Paulista
Técnico: Vadão
Ponte Preta
Roberto; César, Betão e Diego Sacoman; Régis, Magal, Fernando Bob, Chiquinho (Giovanni) e Uendel; Rildo (Rafinha) e Dennis (Luis Advíncula)
Técnico: Paulo César Carpegiani



