Paixão tricolor
Torcida do Tigre sustenta paixão pelo clube mesmo longe do Brasil
Dos Estados Unidos, torcedor conta como esse amor ultrapassa fronteiras
Por Redação Engeplus
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O Criciúma E.C. é conhecido nacionalmente pela conquista da Copa do Brasil, em 1991, além do Campeonato Brasileiro da Série B, em 2002, e da Série C, quatro anos depois. Inclusive, o Tricolor ultrapassa fronteiras e ficou conhecido também internacionalmente, como nos Estados Unidos, onde mora o criciumense Thiago Hertel. Ele levou o Tigre nos objetos e, principalmente, no coração.
Morando há um ano no Texas, Hertel tem um laço muito grande com o Criciúma. Além de torcedor fanático, ele é um dos fundadores da Barra Brava – Os Tigres. Há uma década, Hertel e outros amigos montaram uma torcida atrás do gol do estádio Heriberto Hülse.
Mesmo morando fora do país, ele acompanha todos os jogos da equipe carvoeira e consegue ver os membros da barra pela televisão. “Como um dos fundadores, sempre vejo os dois lados da moeda, porém, hoje tenho a oportunidade de ver com melhor percepção de fora, para que eu consiga repassar minha visão para o pessoal que está na ativa atualmente”, afirma.
Hertel ainda ajuda a torcida como pode. Mesmo a quilômetros de distância, o pensamento dele sempre está voltado ao Tigre. “Ajudo no que posso. Na verdade, continuo fazendo as chamadas do pessoal que toca sopro na torcida. Me concentro mais nessa parte, em conversar com todos diariamente, participo ainda do grupo do núcleo, sempre lanço ideias e minha opinião, mesmo não tendo mais poder de voto por não estar mais presente”, conta.
Por ter fundado a barra brava, Hertel ainda se preocupa com as despesas da torcida. “Sei o quão é difícil manter as contas, por isso, aqui temos uma filial e estamos sempre dispostos a ajudar. Mês passado, fizemos mil adesivos e doamos para a torcida vender e fazer dinheiro”, explica.
Ver os jogos pela televisão traz um misto de alegria e saudade. “Quando vejo as imagens do pessoal lá atrás do gol e algumas coisas do mesmo jeito, como a pintura, os instrumentos reformados, enfim, até as faixas que deixei, é um sentimento bem estranho, uma pitada de orgulho por ter ajudado e muita saudade”, revela.
Mesmo distante do estádio, a liderança de Hertel não se apagou, e isso faz com que ele seja ainda mais respeitado pelos membros. “Sempre converso com todos para que mantenham a chama acesa. Assim como foram bem recebidos quando chegaram, façam o mesmo pelos novos porque nunca é muito novo ou muito velho para torcer. Então, se tem gente com gana de ajudar, deem abertura, até porque o grande segredo das torcidas é renovação, abrir portas para os novos”, explica.
Colaboração: Rafaela Custódio/Comunicação Os Tigres



