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Torneio de dominó reúne dezenas de participantes no CCTI

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Tiago Maciel/Comunicação CCTI

A manhã ensolarada e o frio intenso desta quarta-feira não impediram dezenas de idosos de participarem do 1º Torneio de Dominó, organizado pelos profissionais do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para a Pessoa Idosa (SCFV). As disputas foram todas realizadas no Centro de Convivência da Terceira Idade (CCTI), no Morro Cechinel, em Criciúma.

De acordo com a orientadora pedagógica, Janaina Scaini Dutra, o evento teve o intuito de proporcionar um dia de integração e promover a qualidade de vida através dos jogos, melhorando a coordenação motora, memorização, tornando o idoso mais autônomo.

A aposentada Aldair Tournier tem 58 anos e uma vida marcada pela enfermidade de seu falecido esposo. Ela cuidou de seu marido, o qual vivia em uma cama, onde vegetou por 12 anos. Ao longo desse tempo Aldair dedicou sua vida integral ao seu cônjuge. Ela dividia os afazeres domésticos, com as necessidades dele. “Doei a minha vida para ele. Não me arrependo em nada que fiz, pois quando casamos, prometi ficar com ele até que a morte nos separasse. E assim foi. Perdi meu amado marido há pouco mais de um ano”, lamenta Aldair.

Para Aldair, o trabalho desempenhado em função da doença de seu marido já fazia parte do seu cotidiano. “Quando ele faleceu perdi meu chão. Além de que nunca tivemos filhos, então a casa ficou vazia e o meu tempo ficou vago. Quando me apresentaram o grupo de idosos, senti novamente a alegria de viver”, conta entusiasmada.

Ela participa há aproximadamente um mês do grupo de idosos do Bairro Cristo Redentor. Ela resolveu participar do torneio de dominó, devido a sua paixão por jogos coletivos. “Sempre gostei de jogos de baralho e dominó. Foi bom ganhar o troféu, mas o que valeu mesmo foram as novas amizades que fiz e o divertimento”, confessa.

Para o técnico em Educação Física, Marlon Gregório Delfino esta interação é de extrema importância na autonomia da pessoa idosa. “Aqui eles riem, se divertem e colocam a cabeça para funcionar. Jogos desta modalidade trabalham diversos mecanismos da pessoa”, explica Delfino.

Colaboração: Tiago Maciel/Comunicação CCTI

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