Criciúma Construções
Trabalhadores demitidos pela Criciúma Construções terão direitos agilizados pelo sindicato
Caso a empresa decrete falência, a situação dos trabalhadores pode piorar
Por Redação Engeplus
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Ao contrário da última assembleia realizada com os trabalhadores que perderam seu emprego e foram lesados pela crise financeira da construtora de imóveis Criciúma Construções, a reunião que aconteceu nesta manhã foi tranquila e deixou os profissionais mais seguros. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas, Itaci de Sá, nesta nova assembleia foi decidido que o sindicato fará a homologação do termo rescisório com ressalva de que os trabalhadores não estavam recebendo.
“Há duas formas de eles receberem o FGTS e entrar no seguro-desemprego. Ou pela homologação de um juiz ou pela homologação do sindicato. Pelo juiz sempre é um processo mais lento. Por isso, para agilizar e minimizar a tristeza e sofrimento desses trabalhadores, o sindicato fará isso já na semana que vem”, conta o presidente.
Ainda conforme Itaci, o procurador do trabalho de Criciúma, Luciano Leivas, apoiou a decisão do sindicato. Na próxima quinta e sexta-feira, 6 e 7 de novembro, o sindicato receberá os trabalhadores na sede para dar início a homologação do termo rescisório. “Em um processo normal, eles deveriam começar a receber o dinheiro entre 15 e 20 dias. Mas ainda hoje vou conversar com o Ministério do Trabalho de Criciúma para tentar antecipar este período”, pontua o presidente.
Direitos do trabalhador – A situação dos trabalhadores é ainda pior. O FGTS foi depositado pela empresa somente até abril do ano passado. Quem foi contratado depois deste período não receberá nada do benefício neste primeiro momento. Porém, Mesmo concordando com o processo rescisório do sindicato, os trabalhadores ainda poderão recorrer aos seus direitos na justiça. Para isso, o sindicato disponibiliza um advogado que também estará presente na sede atendendo os trabalhadores, tanto na quinta, como na sexta-feira da próxima semana.
Algumas carteiras de trabalho já foram entregues hoje no sindicato. A expectativa é de que leve até um ano para o pagamento total dos direitos no processo pela Justiça do Trabalho. Conforme o advogado do sindicato, Arlindo Rocha, a pior hipótese, neste caso, é se a construtora decretar falência.
“Se isso ocorrer, torna-se um processo muito mais lento./ A dificuldade para o trabalhador receber será o tempo. Esse processo de falência pode se prolongar, inclusive, por mais de uma década”.
A Criciúma Construções espera ter um novo cronograma de pagamentos e entrega de obras em até noventa dias.



