Greve
Trabalhadores do Hospital São José a um passo da greve
Colaboradores rejeitaram a proposta patronal nessa segunda-feira
Por Redação Engeplus
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Com 276 votos favoráveis a proposta e 299 contrários, sendo três nulos os cerca de 1,2 mil trabalhadores do Hospital São José, de Criciúma, não aceitaram a proposta patronal apresentada. Eles rejeitaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em novembro para os colaboradores, piso de R$ 1.040, mais 40% de insalubridade para a higienização e em janeiro o piso de R$ 1.5 mil para os técnicos de enfermagem, sendo 8,5% para quem recebe até R$ 1.5 mil (sendo 6,34% de INPC e 2,16% de ganho real); 8% para aqueles que ganham acima de R$ 1.501 e 7,5% para quem ganha acima de R$ 3 mil.
“Pelo resultado da assembleia o trabalhador ainda está descontente e recusou a proposta por 23 votos. Teremos mais uma rodada de negociação com os demais hospitais na quarta-feira e vamos tentar negociar uma melhoria para os profissionais do São José”, pondera Cleber Ricardo Cândido, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos em Saúde de Criciúma e região (Sindisaúde). Sem avanços, a greve deverá acontecer na próxima semana ainda sem data definida.
Já os trabalhadores do Hospital São João aceitaram com 99 votos a proposta com um item diferenciado que é pagar o piso dos técnicos de R$ 1.5 mil em março. No Hospital Regional de Araranguá, a assembleia será amanhã e na Unimed eles já pagam vencimentos maiores.
Reinvindicações - Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão: reajuste de 15%; piso de R$ 1.2 mil; vale-alimentação de R$ 250; redução da jornada de trabalho; 40% de insalubridade para o setor de higienização; jornada de 6 horas com folga semanal; jornada 12 x 36 com duas folgas semanais; fim do banco de horas, abono anual de R$ 500 e triênio de 5% sem congelamento entre outros. A data-base é 1º de novembro.
Colaboração: Maristela Benedet/Comunicação SindiSaúde



