Greve na saúde
Trabalhadores dos hospitais deflagram greve
Paralisação terá início na próxima segunda-feira
Por Redação Engeplus
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Cerca de quatro mil trabalhadores dos 15 hospitais de Criciúma e região irão paralisar as atividades a partir da zero hora da próxima segunda-feira. Nesta tarde, na quarta rodada de negociação entre Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região (Sindisaúde) e Sindicato Patronal, a tentativa de evitar a greve foi frustrada.
A direção do Sindisaúde rejeitou a proposta de 100% da inflação do período estimada em 10,33% para os hospitais maiores São José, São João Batista, Unimed e Regional de Araranguá, pagas em parcela única em novembro. Já para os hospitais São Donato de Içara e Nossa Senhora de Fátima de Praia Grande, o reajuste seria de apenas 70% do INPC, em duas parcelas repassadas em janeiro e fevereiro. Enquanto para os demais hospitais o repasse de 100% da inflação seria feito em quatro parcelas, de janeiro a abril, não retroativo.
“A proposta está longe de contemplar os anseios da categoria, com muitas perdas e ainda não conquistamos vale-alimentação e redução da jornada. Esperamos melhorias e sensibilidade dos patrões”, pontua o presidente do Sindisaúde, Cleber Ricardo da Silva Cândido.
A greve foi aprovada por cerca de 70% da categoria nas coletas de votos realizadas esta semana. Os serviços essenciais de urgência e emergência serão mantidos. Na proposta anterior, o Sindicato Patronal havia oferecido para os hospitais maiores: 70% do INPC em janeiro e os 30% restantes em março de 2016. Já as instituições menores pagariam o total de 70% da inflação, ou seja, 7,23%, em duas parcelas, sendo 35% na folha de fevereiro e 35% na folha de março.
Segue abaixo a pauta de reinvindicações do Sindisaúde:
* Reajuste de 10% de aumento real, mais o INPC do período;
* Vale-alimentação de R$ 250;
* Jornada de 6 horas diárias com uma folga semanal. Jornada de 12 x 36 com duas folgas mensais de 15 em 15 dias. Jornada comercial de 40 horas semanais;
* Fim do Banco de Horas;
* Pagamento pelas empresas do salário até o quinto dia útil e as obrigações trabalhistas como: décimo terceiro salário, FGTS e previdência social;
* Plano de saúde para os empregados;
* Contratação de mais trabalhadores em respeito ao dimensionamento;
* Mudança da data base de novembro para abril;
* Homologação dos exames admissionais no sindicato.
( Colaboração: Maristela Benedet / Sindisaúde )



