Transplante capilar
Transplante capilar se apresenta como solução à calvície
Técnica chega a Criciúma e garante crescimento normal dos fios mesmo após a queda permanente
Por Redação Engeplus
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Um problema que afeta a maioria dos homens ainda é motivo de preocupação e irritação para grande parte deles: a calvície. Normalmente o público masculino é o maior prejudicado; a queda de cabelo chegaa a afetar 80% dos homens na faixa dos 80 anos. A técnica do transplante capilar chega a Criciúma como uma das mais eficazes para solucionar o problema. Após o procedimento ser realizado por profissionais qualificados, os cabelos nascem normalmente, cerca de um centímetro por mês.
De acordo com os cirurgiões Eduardo Favarin e Glayse Favarin, o procedimento vem fazendo sucesso entre os calvos. “Trazer essa tecnologia para a região exige responsabilidade e comprometimento por parte de toda a nossa equipe. Temos consciência do quanto isso influencia na qualidade de vida dos pacientes", afirma a doutora Glayse .
Durante o procedimento, cerca de 2,5 mil fios são retirados da parte posterior da cabeça. A técnica consiste em separá-los um a um e transferi-los para a área calva, seguindo a densidade e a direção de crescimento dos fios. As unidades foliculares (espaço onde o cabelo será transplantado) são preparadas com o auxílio de um microscópio para melhorar a qualidade e otimizar o aproveitamento dos enxertos. Para deixar o resultado o mais natural possível, as regularidades são respeitadas, inclusive com fios mais finos e delicados.
Na região calva, as incisões são feitas com lâminas micro cirúrgicas, variando de acordo com o tamanho da unidade a ser transplantada. “Este é um processo extremamente detalhista e trabalhoso, envolvendo no procedimento cirúrgico de quatro a cinco pessoas para cada 2,5 mil fios”, conta a doutora. Com a técnica, as chances de sucesso são de 95%, sendo que a perda de fios transplantados é muito baixa, ficando na faixa de 10%. A cirurgia é feita com anestesia local e sedação e o paciente recebe alta no mesmo dia.
O medico José Custódio (nome fictício) começou a ficar calvo há cerca de cinco anos, aos 23 anos. Ele preferiu raspar os cabelos para disfarçar o problema e também pela praticidade. "Tem gente que não se importa com isso, mas tem gente que acha o fim do mundo. Eu encaro como parte do processo de amadurecimento e consequentemente de envelhecimento. Atualmente não faria o transplante capilar, mas não teria problema nenhum com isso caso precisasse fazer algum dia", comenta.
Segundo Custódio, algumas técnicas são interessantes, como a retirada de couro da região occipital e reimplante dos fios. "Eu leio revistas especializadas sobre isso, até por ser minha área, e acho bastante interessante. Acredito que a estética influencia, mas no momento a calvície não é algo que me atrapalha", avalia o médico.
Marcus Vinícius Signor, diretor comercial, não faria um transplante capilar. "Eu não me incomodo com isso, e gosto do jeito que sou. Desde os 17 anos tinha entradas no cabelo, e passei a ficar careca aos 23. Com 31 anos adotei a careca total, raspando com a máquina zero. Sou uma pessoa desprovida de preconceitos, inclusive com a calvície", salienta.
Silvio Pereira (nome fictício) já passou pela experiência de um transplante capilar há seis anos, em Porto Alegre (RS), e explicou que são necessários diversos cuidados para que a cirurgia seja bem sucedida. "São necessários muitos cuidados, como lavar com o xampu correto, fazer massagens e não esfregar muito, mas depois que o cabelo se fixa, fica normal. Os cuidados passam a ser normais, como se não tivéssemos feito um transplante. Ele cresce normalmente, mesmo que você corte", salienta Pereira.
* Os nomes fictícios foram usados pelo Portal Engeplus a pedido dos entrevistados, que preferiram preservar sua identidade
Colaboração: Samira Pereira/Ápice Comunicação



