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Transtornos e reclamações em torno das obras na Cel. Pedro Benedet

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Vanessa Amando

Lojistas e proprietários de estabelecimentos na rua Cel. Pedro Benedet, no Centro de Criciúma, enfrentam alguns problemas relacionados às obras de construção do Canal Auxiliar ao rio Criciúma, que estão em andamento no local. Além do trânsito que está interrompido naquela rua, o que dificulta o acesso dos clientes, os comerciantes também reclamam do fornecimento de energia elétrica, água e de serviços de comunicação, como telefone e internet.
Nesta semana, as empresas Engeplus Telecom e GVT, tiveram os cabeamentos rompidos durante a execução da obra no trecho, o que prejudicou os clientes (o serviço já foi restabelecido pelas empresas na quarta-feira).

Um edifício onde funcionam farmácias e uma escola de cursos profissionalizantes está sem água desde o último sábado. De acordo com a diretora da escola, Laís Mari Rabelo, os alunos tem que usar o banheiro em condições precárias e alguns equipamentos usados durante as aulas não podem ser lavados, o que também acontece com a limpeza do local. Outro prejudicado pela falta de água, o farmacêutico Julio Cézar Brandit, afirma que o atendimento aos clientes é afetado, mas o maior problema é com a produção de medicamentos, pois a farmácia também trabalha com manipulação. "Se a água não voltar, teremos prejuízos financeiros, mas quem vai nos ressarcir?", questiona Brandit.

Segundo o gerente da agência da Casan em Criciúma, Alessandro Rabelo, não existe falta de água na Cel. Pedro Benedet, o que acontece é a diminuição da pressão no fornecimento de água. "As escavações feitas para implantação do Canal Auxiliar chegam a seis metros de profundidade, por isso a Casan precisa reduzir a pressão da água. Portanto, a água está sendo fornecida, mas com pouca pressão", explica Rabelo, que destaca o problema com edificações antigas. "Nos prédios mais antigos não existe cisterna, que é um reservatório subterrâneo usado para levar a água até o reservatório superior, através de uma bomba hidráulica. Por isso, a água, quando está com pouca pressão, como na Cel. Pedro Benedet, não chega nas caixas dessas edificações antigas, pela falta de uma cisterna". Conforme Rabelo, é preciso fazer a padronização destes edifícios.

No edifício Catarina Gaidzinski, também na rua Cel. Pedro Benedet, não foram registradas reclamações sobre a água ou energia, como explica a sócia-proprietária da empresa responsável pela administração do prédio, Deise Felicio. "Nossa empresa também administra o Edifício Becker e lá eles ficaram sem energia durante quase toda a manhã de ontem. Aqui no Catarina Gaidzinski o maior problema é o trânsito interrompido na rua ou, como aconteceu na terça-feira, quando os cabos de telefonia e internet foram rompidos por causa das obras", afirma Deise. Sobre isso, o proprietário de uma farmácia no Catarina Gaidzinski, Sidnei Luz, conta que alguns procedimentos ficaram totalmente inoperantes por causa da falta de internet, como movimentação de caixa, contatos com fornecedores e consulta de cheques, pois todos são feitos de forma online.

Orientações sobre os possíveis transtornos causados pelas obras do Canal Auxiliar foram passadas durante reuniões entre a prefeitura de Criciúma, empresas responsáveis pelas obras, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e comerciantes, como esclarece o secretário de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana da prefeitura, José Sérgio Búrigo. "Estamos fazendo uma grande obra dentro de uma grande cidade, o que não é nada simples. É preciso que os lojistas entendam que estes problemas são momentâneos e temporários, pois sempre fiscalizamos e entramos em contato com as empresas quando algo negativo acontece, para que o problema seja solucionado de forma rápida".

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