Três servidores públicos de Orleans são presos em operação do Gaeco
Atualizada: Fraudes em licitações, corrupção e desvio de verbas públicas estão sendo investigados
Por Vanessa Amando - vanessa.amando@engeplus.com.br
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Atualização de matéia às 23h27min / O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Criciúma - uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina e as polícias Civil e Militar - deflagrou a operação "Colina Limpa" no município de Orleans, conhecido como Cidade das Colinas. A ação ocorreu na manhã desta segunda-feira, em cumprimento a mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura, Secretaria de Saúde e em residências de envolvidos, além de três mandados de prisão temporária de servidores públicos.
Há cerca de oito meses, a Promotoria de Orleans iniciou investigações para apurar crimes cometidos contra a Administração Pública, fraudes em licitações, corrupção, desvio de verbas públicas, formação de quadrilha, entre outros. As ações criminosas envolvem secretários municipais, funcionários públicos, empresários e prestadores de serviços da região. As informações foram divulgadas pelo próprio Gaeco.
A operação "Colina Limpa" foi uma continuação dessas investigações. A fim de dar andamento aos trabalhos investigativos e evitar interferências externas na busca de provas, nos próximos dias serão ouvidas cerca de de 80 pessoas. Conforme o portal Sul in Foco, na ação desta manhã foram recolhidos diversos materiais, documentos e computadores para investigação. A operação durou em torno de duas horas.
A pedido do Ministério Público, o Poder Judiciário concedeu, além das três prisões temporárias, outras quatro medidas cautelares de suspensão temporária do exercício da função pública contra agentes públicos municipais e a proibição de acesso às dependências da Prefeitura pelos afastados e por detentor de cargo comissionado estadual pelo prazo de 90 dias.
Ainda nesta segunda-feira, o Ministério Público de Orleans concedeu uma entrevista coletiva. A promotora de Justiça de Orleans, Lara Zappeline Souza, o comandante do Gaeco, promotor Luiz Fernando Góes Ulysséa, e o delegado responsável pela operação, Airton Ferreira, participaram do encontro. Segundo a promotora, as investigações iniciaram há oito meses por meio do Ministério Público de Orleans, com o auxílio do Gaeco. “Durante esses meses houve fortes indícios de vários crimes, como formação de quadrilha, desvio de dinheiro, licitações destinadas para fornecedores específicos, gastos de dinheiro público, como festas para servidores e pagamentos de notas sem entrega de materiais. Vários desses casos foram descobertos através de interceptação telefônica”, declarou Lara, conforme o portal Sul in Foco.
Buscas e apreensões aconteceram na Secretaria de Saúde da cidade e no Paço Municipal. “Outras secretarias estão envolvidas. A princípio, as secretarias de Obras e Administração também serão investigadas”, disse a promotora. Os três agentes públicos continuarão presos por cinco dias na Delegacia de Polícia de Orleans. A prisão preventiva também poderá ser decretada por tempo indeterminado, caso haja necessidade. O MP solicitou, ainda, o afastamento de outros quatro agentes públicos e a proibição de um funcionário de cargo comissionado do Estado para que utilize as dependências da prefeitura. “Esse procedimento é para eles não terem contato com as provas ou induzir algumas testemunhas”, acrescenta a promotora Lara. Leia a reportagem completa.
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