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Três vereadores são presos em Capivari de Baixo

Todos os detidos já presidiram o Legislativo entre 2014 a 2016. Mais prisões podem ocorrer

Por Redação Engeplus

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Foto: Jailson Vieira/Notisul

A juíza da comarca de Capivari de Baixo, Rachel Bressan Garcia Mateus, decretou, nessa quinta-feira, dia 8, a prisão temporária de mais três vereadores e o afastamento deles de suas funções no Legislativo capivariense. O atual presidente da Câmara de Vereadores, Jean Corrêa Rodrigues (PSDB), e os vereadores Ismael Martins, o Mael (PP), e Edison Cardoso Duarte (PMDB), foram encaminhados ainda ontem, no fim da tarde, para o Presídio Regional Masculino de Tubarão, no bairro Bom Pastor.

A Câmara de Vereadores de Capivari de Baixo tem sido alvo de uma megaoperação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Criciúma e Florianópolis, com o apoio da promotoria de justiça de Capivari. De acordo com o Jornal NotiSul, houve inserção a campo nessa terça-feira, dia 6, quando foi deflagrada a operação e preso o primeiro vereador, Arleis Flávio Nunes Ribeiro (PSDB), que era 1º secretário da Câmara. As investigações iniciaram há mais de cinco meses.

Os três políticos reclusos ontem se juntam a Arleis, que nesta sexta-feira completa quatro dias de prisão após ter um mandado de prisão temporária de cinco dias decretado, com possibilidade de extensão por igual período ou ainda reversão a um mandado de prisão preventiva, o que o deixaria enclausurado possivelmente até o julgamento. O vice-presidente da Câmara, Manoel da Silva Guimarães, o Farinheira, (PT), teve o seu afastamento decretado. Em um primeiro momento, ele também seria levado ao presídio de Tubarão, mas como colaborou com as investigações, a sua prisão não ocorreu.

De acordo com o promotor e coordenador do Gaeco em Criciúma, Mauro Canto da Silva, foram coletados, durante a manhã e início da tarde dessa quinta-feira, os depoimentos, porém, a soltura de um legislador foi necessária. “A magistrada autorizou que um fosse solto. Hoje (ontem), é feriado para a justiça, porém, estamos trabalhando e dando seguimento às investigações para retomar a ordem em Capivari”, destaca Mauro.

Com as saídas do presidente, vice-presidente e do 1º secretário, o 2º secretário Elto Aguiar Ramos comandará, pelos próximos dias, a Câmara de Vereadores. Antes de serem encaminhados ao presídio, os vereadores tiveram que passar pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), onde realizaram exame de corpo delito. Nesta primeira fase das investigações, todas as reclusões são temporárias.

Investigações apontam que práticas ilícitas - Nesses cinco meses de investigações, foram apurados fortes indícios de que vereadores exigiam, mensalmente, parte do salário dos seus assessores, ocupantes de cargo em comissão, alguns desses servidores nem exerciam efetivamente trabalho na Câmara de Vereadores. E o pior: desenvolveriam atividades particulares no horário em que deveriam prestar serviço no poder legislativo capivariense.

“Temos indícios concretos da prática de corrupção ativa, passiva, peculato e até, talvez, de formação de quadrilha. As irregularidades eram desenvolvidas de uma forma que servidores entregavam parte dos salários aos parlamentares. Temos provas bem contundentes e pautadas em ordem judicial”, explica Mauro Canto da Silva.

Conforme o promotor titular do Ministério Público de Capivari de Baixo, Ernest Kurt Hammerschmidt, há indícios semelhantes em gestões anteriores, a exemplo da ‘Farra das Diárias’, entre 2009 a 2011. Mesmo com toda divulgação e orientação em cima do caso, a situação prosseguiu nos últimos tempos. “Nas investigações foram confirmadas algumas ações, temos mais testemunhas e, com a prisão dos agentes públicos, os envolvidos parecem que estão mais à vontade para colaborar em seus testemunhos”, enfatiza o promotor. Segundo os dois promotores, as investigações prosseguem em segredo de justiça.

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