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Segurança

Fim da greve

Tribunal de Justiça determina que agentes prisionais voltem ao trabalho

Profissionais estão em greve desde o dia 17, mas TJ declarou ilegalidade da paralisação

Por Redação Engeplus

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Foto: Ana Paula Cardoso/Arquivo Engeplus

A greve dos agentes penitenciários do Estado foi declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ), o qual determinou o imediato retorno ao trabalho dos servidores que aderiram à paralisação. A decisão saiu nesta quinta-feira, atendendo ação protocolada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE).

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O desembargador Cid Goulart decidiu, monocraticamente, pela cessação da greve e pelo restabelecimento dos serviços nas unidades prisionais, com a volta dos servidores as suas funções, sob pena de multa diária de R$ 100 mil e desconto salarial dos dias parados. A decisão também determinou que o sindicato da categoria e seus integrantes parem de tumultuar a prestação dos serviços, de bloquear o acesso às unidades e de constranger servidores que não participam do movimento.

A ação assinada pelo procurador-geral do Estado, João dos Passos Martins Neto, e pelo procurador do Estado Alisson de Bom de Souza cita que os presos da penitenciária de Florianópolis, por exemplo, exigem a volta dos banhos de sol e das visitas, benefícios garantidos pela Constituição, mas que estão suspensos por conta da greve.

"Verifica-se, portanto, o sério risco de rebeliões e motins nas unidades prisionais catarinenses e a maior possibilidade de fuga de presos, haja vista a ausência de vigilância por parte dos agentes penitenciários. Outrossim, a suspensão das escoltas aos fóruns é uma afronta ao funcionamento pleno da persecução criminal estatal e do próprio Poder Judiciário", diz a decisão do desembargador Goulart.

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Contraponto - No Sul do Estado, os agentes penitenciários ainda não foram informados oficialmente sobre a decisão judicial. Em torno de 70% do efetivo está de braços cruzados. "Não recebemos nenhuma informação sobre isso, então a greve continua. E quando recebermos, ainda teremos cinco dias para recorrer, não significa que devemos voltar ao trabalho imediatamente", sinaliza o agente penitenciário Roni César Pereira, do presídio Santa Augusta.

Reivindicações - A categoria exige, principalmente, a atualização do plano de cargos e salários, cumprimento da data base, melhores condições de trabalho, aumento do efetivo, reforma na estrutura das unidades prisionais, entre outras. A greve por tempo indeterminado teve início na última segunda-feira, dia 17. A reportagem do Portal Engeplus tentou contato com trabalhadores da penitenciária Sul, também de Criciúma, mas não obteve sucesso nas ligações.

Com informações do setor de Comunicação da Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina.

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