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Tristeza e lágrimas na despedida do Energia

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Jussi Moraes

O sentimento era de tristeza na manhã deste sábado em frente ao colégio Energia de Criciúma. Após o despejo da instituição na última terça-feira e o pedido de falência, mais de 200 profissionais estão desempregados. Os mais de dois mil alunos da educação infantil, Ensinos Fundamental, Médio e Superior ainda estão se encaminhando para dar continuidade aos estudos em outras escolas da cidade e região. Os profissionais que até o momento não receberam o salário referente a janeiro se despediam um dos outros, sem conseguir esconder as lágrimas pela situação que estão enfrentando.

A professora de Educação Física, Simony Fonseca, estava inconsolada, já que encontrar vaga na sua área se torna mais complicado. “Em uma escola se aumentar o número de alunos o professor assume as outras turmas e a direção não contrata um novo profissional. Já distribui o meu currículo em diversas escolas, mas até o momento não tive retorno”, lamentou. Simony trabalhou no Energia durante quatro anos, atendendo 14 turmas com aulas diferenciadas de danças. Ela informou que todos os profissionais procuraram um advogado e entraram com uma ação para conseguir seus direitos.

O ex-diretor da escola, Leonir Mafioleti, também esteve no prédio na manhã deste sábado. O professor de matemática trabalhou no local por 16 anos, onde já considerava sua casa. “Nós não tínhamos conhecimento de nada que estava acontecendo. Ganhávamos bem e recebíamos em dia. Para nós estava tudo certo. Nos últimos dias que ouvimos alguns comentários, mas perguntamos aos donos e disseram que estavam resolvendo”, desabafou. Ele afirma que tudo que soube foi por comunicado, inclusive que o juiz nomeará um síndico para vender os bens da escola e pagar os funcionários. Quanto ao seu futuro profissional, ele garante que pretende esperar passar este pesadelo.

Enquanto a esposa do empresário Hidaltoni Colombo buscava suas pastas na sala de aula que atuou por três anos, ele revelava que a renda da companheira fará falta. “Ela não recebeu o salário de janeiro e um terço das férias. Além disso, os funcionários não possuem FGTS”, destacou dizendo que a taxa era recolhida, porém não entrava na conta. No final do ano a mulher do empresário saiu da escola Cristo Rei, onde também trabalhava, para pegar mais aulas no Energia. “Eles estavam contratando professores e já sabiam que iam fechar”, lembrou.

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