TRT nega novo pedido da Afasc de declarar greve abusiva
Decisão da Justiça
Juiz Hélio Henrique Garcia Romero afirmou que não houve nenhum argumento novo

O Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC) negou nessa quarta-feira, dia 13, o segundo pedido da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) para declarar a greve dos professores abusiva. A paralisação dos profissionais iniciou na última terça-feira, dia 12.
A Justiça manteve a decisão que reconhece a regularidade do movimento grevista e negou o pedido da Afasc para declarar a greve abusiva. De acordo com a decisão, a Afasc entrou com um agravo interno contra a decisão anterior, que já havia sido rejeitado.
O juiz Helio Henrique Garcia Romero, afirmou que não houve “nenhum argumento novo” apresentado pela Afasc que justificasse mudar a decisão inicial. Por isso, manteve o entendimento favorável à legalidade da greve.


CEIs
Um levantamento produzido pela Afasc, apontou que, dos 40 Centros de Educação Infantil (CEIs) administrados pela instituição, 27 estão funcionando de forma parcial. A informação foi atualizada na tarde dessa quarta-feira, dia 13.
Além do funcionamento de forma parcial, uma unidade também mantém o atendimento integral durante a paralisação realizada por parte da categoria dos professores. Os dados indicam um aumento em relação à terça-feira, dia 12, quando 12 CEIs registravam atendimento parcial no período da tarde.
Conforme a Afasc, pela manhã, o número passou de 11 unidades em funcionamento parcial na terça-feira para 23 nessa quarta-feira. O atendimento acontece conforme o número de profissionais presentes em cada unidade, respeitando os critérios legais de segurança e cuidado das crianças.
Sobre a greve
A paralisação das atividades está relacionada à reivindicação salarial apresentada pela categoria, que solicita reajuste de 63%.
Atualmente, os professores da Afasc recebem R$ 3.133,62 por 40 horas semanais. A instituição ofereceu, em um primeiro momento, 5,36%, ou seja, o salário passaria para R$ 3.301,58. Porém, a proposta foi rejeitada no último dia 27 de abril.
Na última sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (STEERSESC) trouxe uma nova proposta de 6,36%, que também foi rejeitada por unanimidade. O piso do magistério para 40 horas semanais é de R$ 5.130,63.
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