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Tubarão: acusado de matar menina de cinco anos em atentado contra rival vai a júri

Menina foi a única vítima fatal da emboscada armada pelos autores do crime

Por Lucas Renan Domingos

3 min de leitura

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Foto: Divulgação

Está confirmado para esta quinta-feira, dia 24, o julgamento pelo Tribunal do Júri de Tubarão do último dos cinco denunciados pela morte de uma menina em uma emboscada motivada por vingança e disputa pelo tráfico local no Morro do Caeté/Caixa. A sessão estava inicialmente agendada para o dia 27 de janeiro, mas foi adiada a pedido da defesa. O julgamento inicia às 8h30min, com restrição de público devido às medidas sanitárias de combate à Covid-19.

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Um homem é réu em ação penal pública pelo homicídio qualificado da criança - que tinha cinco anos quando foi assassinada - e por três tentativas de homicídio qualificado praticadas contra o adolescente e duas mulheres que estavam no carro alvejado durante o atentado. Na mesma ação penal ele também responde por corrupção de menor.

Os crimes ocorreram em maio de 2014, e outros três denunciados que atuaram com investigados já foram condenados. O suspeito foi processado depois deles e só será julgado agora por ter conseguido fugir e se manter foragido por aproximadamente cinco anos.

A morte da menina causou revolta na opinião pública de Tubarão, à época, pois os acusados alvejaram o veículo onde estava o adolescente que pretendiam matar sabendo que havia outras pessoas com ele no veículo, inclusive a criança, que era filha de uma das passageiras e do suposto chefe do grupo rival, que não estava com as vítimas.

O réu é acusado de ter planejado a morte do adolescente e a emboscada para cometer o crime motivado pela vingança. Para atrair a vítima, ele teria persuadido outra adolescente a criar um perfil falso em uma rede social se passando por uma garota que estaria interessada na vítima. O adolescente seria morto para que investigado demonstrasse poder e se vingasse pela morte de outro integrante de seu grupo que teria sido assassinado pela facção rival, comandada pelo pai da menina.

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O adolescente acreditou que a garota era real e marcou um encontro com ela. A emboscada estava correndo como o suspeito e o seu grupo teriam planejado. No local do encontro, porém, o adolescente chegou acompanhado. Mesmo assim, os autores da armadilha não recuaram e, segundo as apurações, ainda teriam decidido que seguiriam com o plano e matariam os demais ocupantes do carro.

O veículo foi alvejado pelo menos sete vezes. O adolescente foi atingido por dois tiros, mas sobreviveu. A menina foi atingida também por dois disparos, mas um dos projéteis acertou a sua cabeça e ela não resistiu aos ferimentos.

O réu e os demais comparsas foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e emboscada) e três tentativas de homicídio, com as mesmas qualificadoras, além de corrupção de menor, pela participação de outra adolescente para ajudá-los nos crimes. Três foram condenados por todos os crimes.

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