Tumulto e disparo de arma de fogo durante protesto dos mineiros
Caminhoneiros despejaram areia sobre a SC-445 nesta manhã
Por Redação Engeplus
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Integrantes do Sindicato dos Mineiros permanecem concentrados e bloqueando caminhões carregados com carvão do Rio Grande do Sul na SC-445, rodovia que liga Criciúma ao município de Siderópolis. Pouco antes das 9 horas desta manhã houve um tumulto no local e a Polícia Militar precisou ser acionada.
Duas carretas que passavam pelo local despejaram terra sobre a pista, obstruindo parcialmente a rodovia. Posteriormente, houve a confusão entre os caminhoneiros e os mineiros concentrados no protesto. De acordo com o presidente do Sindicato dos Mineiros, Djonata Elias, no transcorrer da confusão um dos motoristas sacou um revólver e efetuou um disparo para o alto.
“As carretas são de uma carbonífera da região e quiseram tumultuar, mas esse não é o nosso intuito. O movimento é pacífico”, frisa. Após o disparo, os caminhoneiros seguiram viagem e uma patrola foi acionada para retirar a terra despejada. O Corpo de Bombeiros de Criciúma também esteve no local fazendo a limpeza da pista.

O bloqueio é realizado desde ontem na altura do bairro Vila Zuleima e ocorre por causa da compra do carvão gaúcho pelas carboníferas da região. Segundo Elias, as carboníferas deixam de comprar o carvão da Cooperminas e sem a venda do seu excedente os trabalhadores são os mais afetados. “São mais de seis pagamentos atrasados, décimo terceiro do ano passado atrasado e o próximo chegando. Porém, nada se resolve”, declara Elias.
O Sindicato dos Mineiros cobra da Cooperminas que os pagamentos aos trabalhadores sejam efetuados. “No entanto, eles nos alegam que a situação está se agravando pelo fato das carboníferas não estarem comprando o carvão da Cooperminas e acabam trazendo o carvão do Rio Grande do Sul. Nossa luta é que as carboníferas deixem de trazer o carvão gaúcho e comprem da cooperativa”, complementa o presidente do sindicato.
São mais de 500 trabalhadores na Cooperminas e, até o momento, segundo Elias, não há nenhuma conversa marcada para solucionar o caso. O movimento continua por tempo indeterminado.
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