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Tumulto em frente a cartório em Içara

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Ana Paula Cardoso

Atualização de matéria às 17h41min /Os cartorários do 1º Cartório de Registro de Imóveis de Içara fizeram uma paralisação de uma hora no expedientes para protestar contra as promessas não cumpridas de ajuste salarial feitas pela interventora do cartório e as investidas de assédio moral que o grupo sofreu por organizar a manifestação. Mas o que deveria ser uma mobilização pacífica terminou em confusão e a presença da Polícia Militar de Içara na frente do cartório.

Os cartorários foram para a frente do cartório, localizado na área central de Içara, às 14 horas. Até as 15 horas, quando retornaram para seus postos de trabalho, houve bate boca e muita confusão. Conforme algumas trabalhadoras que preferiram não se identificar, na terça-feira houve reunião com todos os colaboradores do cartório, menos a interventora, que não compareceu e teria ameaçado de demissão os cartorários que participassem da mobilização.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Cartório da Região Sul, Joênio Marques, “há cerca de três anos a interventora do cartório, Marlene Nunes, se nega a negociar reajuste salarial com os funcionários, que têm base salarial de R$ 750”. O presidente do sindicato, Erivaldo Marcelino, afirma que a interventora Marlene Nunes não queria deixar os funcionários retornarem aso postos de trabalho, "além de assediá-los com ameaças e outra formas de agressão verbal, por isso fomos registrar o Boletim de Ocorrência denunciando o assédio moral e iremos ainda fazer denúncia no Tribunal de Justiça do Estado e Fórum de Içara”.

Durante a paralisação nesta tarde, a titular do cartório foi chamada pelos manifestantes para conversar, mas não apareceu na frente do cartório. Após o término da confusão, todos voltaram ao trabalho.

O 1º Cartõrio de Registro de Imóveis manifestou-se por meio de nota:

"No ano de 2008/2009 foi dado o aumento pelo sindicato do comércio conforme o dissídio, pois na época o Sindicato dos trabalhadores em cartórios, se não me falha a memória, ainda não possuiam a carta sindical. No ano de 2010 o Sindicato dos trabalhadores iniciou as negociações com o sindicato patronal, contudo não obteram sucesso e o dissídio foi ajuizado em fevereiro de 2011. Nesse trâmite legal, a decisão saiu em 24/10/2011 e estabeleceu a data-base do dissídio em 18/02/2011 além de conceder o reajuste de 6,36%. Ou seja, legalmente e devido a minha situação de interventora, eu poderia ajustar os salários dos funcionários no percentual estabelecido no dissídio e somente a partir de 18-02-2011. Esse aumento foi repassado mesmo com o dissídio ainda estando em grau de recurso e ainda esta interventora forneceu o Vale Alimentação, beneficío que não está previsto em tal dissídio. No momento o sindicato dos trabalhadores deve se reunir com o patronal ainda nesse mês para negociar o reajuste referente a 2012/2013. Quanto ao relato da funcionária que afirmou que eu aumentei meu salário em 15%, o aumento de fato aconteceu visto que estava há 3 anos sem o reajuste, contudo quem determina meu salário é a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Santa Catarina. Assim, quem me concedeu o aumento foi a CGJ-SC e não eu mesma. O acórdão do dissídio coletivo pode ser visualizado no seguinte endereço: http://consultas.trt12.jus.br/doe/visualizarDocumento.do?acao=doc&acordao=true&id=205430 ."



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