Turvo em
Turvo em situação de emergência devido à estiagem
Por Redação Engeplus
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A falta de chuva prolongada levou nessa terça-feira também a prefeitura de Turvo a decretar situação de emergência. Desde outubro, as precipitações pluviométricas estão abaixo do normal no município, o que levou à seca de poços nas áreas urbana e rural. Nesta quarta-feira a prefeitura encaminha a documentação do para reconhecimento estadual e federal da situação de emergência.
A agência Casan de Turvo emitiu comunicado para informar que opera no limite do seu abastecimento. O rio Amola Faca, manancial superficial que pertence à Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, l que é a captação de água bruta do município, está hoje com menos de 10% de sua capacidade atual e não suporta o abastecimento da população.
Diariamente há falta de água na região. Um sistema de rodízio foi implantado na cidade, sendo que cada dia um bairro fica sem água. Multas também têm sido aplicadas a moradores que desperdiçam água.
Conforme laudo emitido pela Epagri, a maior parte dos agricultores que cultivam arroz irrigado também esta sem água. Plantações de milho e pastagens estão secas, e a bovinocultura de leite está prejudicada. Não há pastagem e água suficiente para o gado leiteiro, e muitos açudes estão secos. O engenheiro agrônomo da Epagri, Marcos Rosso, afirma que os prejuízos na agricultura ultrapassam os R$ 3,5 milhões. “A produção de sementes de arroz está ameaçada pela eliminação de campos de produção, devido à incidência de arroz selvagem (vermelho). O plantio de milho safrinha está atrasado em função da falta de umidade do solo, o que poderá ter problemas de frio na época da floração”, informa.
Rosso acrescenta que muitas famílias da área rural não possuem água para consumo humano e animal. “A dieta alimentar também foi afetada, pois a produção de frutas e hortaliças (horta doméstica) ficou totalmente comprometida com a estiagem”, lamenta.
Colaboração: Ester Barp/Comunicação Turvo



