UABC conhece,
UABC conhece, elogia e critica novo OP
Por Redação Engeplus
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A nova metodologia da consulta popular para aplicação dos investimentos da prefeitura em 2008, o “Orçamento Cidadão”, que substituiu o “Orçamento Participativo” da administração anterior, foi apresentado hoje à tarde à diretoria da União das Associações de Bairros de Criciúma (UABC).
Avanços foram constatados, segundo o presidente da entidade, Evandro Lago, mas o atraso no início do processo, três anos, e o curto espaço de tempo para desenvolvimento do projeto, receberam críticas de lideranças do movimento comunitário de Criciúma. A participação popular no destino do orçamento público é uma das lutas da UABC, ressalta Evandro.
O “Orçamento Cidadão” será oficialmente apresentado à sociedade criciumense na noite de quinta-feira, no Salão Ouro Negro do Paço Municipal, e na tarde desta terça-feira foi antecipado à diretoria da UABC.
“As principais novidades são em relação ao número de reuniões, que diminuem neste novo formato, há um valor determinado para ser dividido entre as regiões e acaba a disputa inter-comunidades, um problema do Orçamento Participativo”, avaliou o presidente Evandro Lago, que, ao mesmo tempo, fez críticas ao processo.
“A consulta popular chega com três anos de atraso e o período para realização, em dois meses praticamente, impede discussões mais aprofundadas e mobilizações efetivas das comunidades”, disse.
O “OC”, sigla do novo modelo, em contrapartida ao “OP” do governo petista, define 18 microrregiões, cada uma com um número que varia de sete a nove comunidades. Para elas estará reservada uma fatia de R$ 5 milhões do orçamento do município, dividida em parcelas iguais.
Em cada microrregião cinco comunidades serão beneficiadas, levando-se em consideração a participação da população interessada, na proporção de um delegado a cada 10 participantes. Quem tiver mais delegados leva 30% do total destinado à microrregião, o segundo 25%, o terceiro 20%, o quarto 15% e o quinto 10%.
Outra novidade é que não se escolhem obras físicas, mas divide-se o valor e mais tarde a comunidade decide como fazer o investimento que considere prioritário.



