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Último adeus

Último adeus ao herói do passado

Culto ecumênico emociona familiares, amigos, e torcedores na despedida de Alexandre Pandóssio

Por Redação Engeplus

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Foto: Marcelo de Bona

Centenas de pessoas estiveram presentes, no final da tarde desta quarta-feira, no último adeus a Alexandre Pandóssio. A despedida do ex-goleiro do Tigre foi marcada por um culto ecumênico, realizado no Crematório Millenium, às margens da SC-445, em Içara.

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A cerimônia religiosa emocionou familiares, amigos, e torcedores, e levou muitos às lágrimas. “Agora, fica a lembrança, a saudade, e um espaço vago de um grande amigo, que conquistou junto conosco quase tudo em nosso Estado, além da Copa do Brasil. Foi nosso goleiro na campanha espetacular que fizemos na Libertadores. Escreveu uma história muito bonita no Criciúma, assim como na sua vida particular, foi um excelente pai de família e companheiro, estava sempre alegre. A lembrança que fica dele é muito positiva, tinha um caráter acima da média”, comenta Vanderlei Mior, o maior artilheiro da história do Criciúma, com 81 gols anotados ao longo de oito anos vestindo a camisa tricolor.

Na conversa com amigos de Alexandre durante toda a cerimônia de despedida, o caráter irrefutável do ex-goleiro sempre foi destacado. “O Alexandre era uma pessoa amiga. Um cara muito simples, que tinha muito respeito por todos, tanto dentro como fora de campo. Nunca teve problema com ninguém, sempre levava tudo na esportiva. Deixou um legado muito grande na história do Criciúma”, ressalta o ex-atacante Jairo Lenzi.

Responsável por trazer o goleiro Alexandre para o estádio Heriberto Hülse, em 1989, o ex-presidente do Criciúma, Moacir Fernandes, também prestou a sua última homenagem à Pandóssio. “É uma pena, a gente fica muito chateado por ele ter partido desta forma prematura. Nós sempre tivemos uma grande ligação, desde quando eu o contratei. O Alexandre veio para o Criciúma junto com o Soares. Sempre acompanhei o futebol do interior paulista, e no Mogi Mirim tinham bons atletas. O Alexandre chamou a atenção porque era muito diferenciado, tinha um fundamento técnico muito bom, e não se machucava. Trouxe ele emprestado, depois conseguimos adquirir os direitos em definitivo”, relembra Moacir Fernandes.

Além do ex-presidente, muitos outros ex-dirigentes e jogadores que fizeram parte do grupo vitorioso do Tigre no final da década de 1980 e início dos anos 90 estiveram presentes na despedida de Alexandre.

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Conforme o ex-meia Grizzo, esse reencontro do grupo tricolor, que fez história com a camisa do Tigre na conquista da Copa do Brasil, era algo planejado por Alexandre Pandóssio para acontecer de forma festiva em 2016.

“O Alexandre tinha programado de fazer uma grande festa no próximo ano, em comemoração aos 25 anos da conquista da Copa do Brasil. Ele tinha, de certa forma, uma indignação pela falta de alguém tomar a frente e fazer algo para reunir esse grupo. Infelizmente, as pessoas que poderiam fazer algo para nos reunir, não se manifestam. Por isso, o Alexandre tinha essa vontade e resolveu tomar essa iniciativa, mas não teve tempo de concretizar esse reencontro em vida. Hoje, infelizmente, parte desse grupo foi reunido em função da morte do Alexandre”, lamenta Grizzo.

Na parte final da cerimônia religiosa, ao som do hino do Criciúma, um telão exibiu imagens de Alexandre Pandóssio. Em seguida, familiares e amigos mais íntimos tiveram mais alguns minutos para se despedirem de forma reservada de Pandóssio. Na madrugada desta quinta-feira, o corpo do ex-goleiro deixará o Crematório Millenium e seguirá em um carro funerário com destino a Balneário Camboriú, onde será cremado, pois o crematório, recentemente instalado em Içara, ainda não conseguiu reunir toda a documentação para fazer a sua primeira cremação.

No vídeo, o ex-jogador e técnico do Criciúma, Gelson faz uso da palavra na parte final do culto ecumênico.

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