Criciúma
Um jeito de diminuir a inadimplência da coleta de lixo
Contribuintes começarão a receber nas contas da Casan a cobrança da taxa destinada à Prefeiitura
Por Redação Engeplus
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Criciúma gasta R$ 14 milhões ao ano para recolher o lixo das ruas. Ao mês, 1,1 milhão saem dos cofres da Prefeitura para arcar com o serviço. Com a inadimplência da taxa cobrada via IPTU, uns criciumenses acabam pagando pelos outros e, no fim das contas, falta dinheiro para repassar à empresa responsável. Para tentar equilibrar esse cálculo, um convênio foi firmado pelo município com a Casan.
“Na última terça-feira, a parceria foi feita e agora estamos evoluindo nos estudos”, confirma o secretário da Fazenda, Róbson Gotuzzo. No convênio, assinado pelo prefeito Clésio Salvaro com o presidente da Casan, Valter Gallina, e com o testemunho do vice-governador Eduardo Pinho Moreira, a Casan passará a incluir nas faturas de consumidores de Criciúma a taxa de recolhimento de lixo. “Assim, esperamos reduzir uma inadimplência que no ano passado chegou a 30%”, avalia o secretário.
O processo, de imediato, é complexo. Os técnicos da Prefeitura estão analisando a lista de contribuintes que não pagaram o IPTU, e por conseqüência a taxa de lixo, em conta única ou na primeira parcela. “Daí, desses potenciais inadimplentes, vamos verificar quais estão também no sistema da Casan, e a fatura de água será gerada com a cobrança do lixo”, explica Gotuzzo. “Temos 90 mil cadastrados, se repassarmos de 15 a 20 mil para cobrança via Casan já será um grande ganho”, calcula.
Ainda ao longo de março, os dados serão repassados e a meta é que a partir de abril já seja possível efetuar a nova modalidade de cobrança.



