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Um novo olhar sobre as uniões homoafetivas

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Fernanda Guidi/Jornal Amorim

Na última sexta-feira, dois homens, que vivem juntos há cerca de dois anos, em Araranguá, oficializaram a união. O professor universitário de 39 anos e o bancário de 23, foram a um cartório para fazer a conversão de união estável homoafetiva em casamento, conforme matéria já veiculada pelo Portal Engeplus.

“Mais do que algo para a humanidade, nosso casamento representa um marco importante na vida da gente”, considera o professor em entrevista à jornalista Fernanda Guidi, do Jornal Amorim. A troca de alianças no primeiro casamento entre duas pessoas do mesmo sexo foi registrado no Cartório Daniela Araújo, no Centro de Araranguá, e além dos padrinhos, madrinhas, familiares e amigos do casal, contou também com a presença da imprensa, que fez questão de registrar o momento histórico no Estado.
Com a oficialização da união, os dois passam a ter direitos como herança, contrair empréstimos, inserção em planos de saúde e outras vantagens – eles dizem que o casamento apenas oficializa o amor e o respeito que mantém desde que se conheceram. Em 2009, registraram em cartório a união estável homoafetiva, mas o registro não garantia a herança, divisão de bens e outros benefícios garantidos no casamento.

Os parceiros optaram por tornar o casamento público como uma oportunidade de trazer uma reflexão para a sociedade, inclusive para as pessoas que pensam de maneira diferente deles. Debatem se terão filhos, planejam o futuro e pretendem se divertir e viajar muito. Enquanto a idéia do filho amadurece, optaram por Chiquinho, um cachorro da raça Maltês. “Esperamos, como qualquer casal, que seja amor para sempre, mas estamos conscientes de que somos falíveis e o casamento pode não dar certo, assim como seria para qualquer outro casal”, afirmam.

Para os dois, muito além da reflexão sobre o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, o que aconteceu na vida deles é um retrato da era em que vivemos: “Por anos, nos elencamos na religião, que se firma na sociedade com os princípios do casamento e da família dentro de um modelo convencional. Hoje, a humanidade vê muitos desses modelos pré-estabelecidos caindo por terra, e percebe que mais do que padrões construídos pelas instituições, que muitas vezes tornam a vida artificial, o mais importante é o amor de verdade, a vida de verdade, a plenitude. Casamos para nós, para nossa felicidade, mas sabemos que essa não é apenas uma conquista nossa ou apenas dos homossexuais, mas uma conquista de toda a humanidade rumo a uma felicidade verdadeira e uma plena realização”, finaliza o professor.

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