Um povo
Um povo marcado pelo medo
Por Redação Engeplus
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A madrugada do dia 28 de setembro nunca sairá da memória de Carlos Gomes Nunes, 56 anos. Ele estava em casa, na rua Antônio Bertoncini, no bairro Cidade Alta, em Araranguá, com o irmão e a mãe de 86 anos quando ouviu um forte estrondo. “Foi tudo muito rápido. Primeiro veio o vento e logo em seguida o forte barulho. Corremos para ver”, detalhou.
O cenário dificilmente será esquecida pelo engenheiro. A estrutura metálica de uma empresa de conserto de caminhões defronte à sua casa voou aproximadamente 20 metros caindo no quintal da residência. “Nunca vi nada parecido, nem mesmo com Furacão Catarina. Foi à mão de Deus que nos salvou”, contou.
Suzelei Martins, 36 anos, disse que não conseguiu dormir a noite inteira. “Apesar de a minha casa não ter sido atingida ficava pensando no vento e que tudo poderia cair sobre a minha família”, revela. Mesmo não fazendo parte dos que foram castigados, hoje ela acordou cedo e foi ajudar uma amiga comerciante que teve seu estabelecimento destruído. “Minha filha está traumatizada e já não sei se quero morar aqui”, comenta.
Pedro Bento, de 53 anos, diz não ter dúvidas de que sua cidade foi arrasada por um tornado. Ao chegar hoje para trabalhar o frentista viu o local de onde tira o sustendo de sua família no chão. Em meio a ferros retorcidos ele fazia a medição do combustível. “Foi um enorme susto”, lamentou.



