Içara
Um Santuário que é uma aula de catequese
Por Redação Engeplus
3 min de leitura

Quem chega no Santuário do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, que está sendo inaugurado neste final de semana em Içara, encontrará daqui a alguns meses um portal de entrada. “Ele está projetado, será construído esse ano ainda”, confirma o arquiteto Maurício Carneiro, autor de todo o projeto da construção do complexo na localidade de Morro Bonito, em Içara.
Ao acessar a área, há o que a equipe técnica chama de “espaço de transição”. “Até ali, onde estacionam seus carros, os fieis e visitantes trazem seus problemas. Dali em diante, saem do cotidiano para avançar rumo a um espaço de meditação e auxílio espiritual. Pensamos nisso na hora de projetar”, revela o arquiteto.
Por isso, há a capela do Getsemani, o Jardim das Oliveiras, a Via Sacra, a praça de Nossa Senhora e então a rampa que dá acesso efetivamente ao Santuário. “No meio do caminho tem outra capela, dedicada a Santa Faustina e a São João Paulo II que testemunharam a misericórdia”, pontua Carneiro, mostrando-se bastante afinado à perspectiva religiosa da obra.

O bispo Dom Jacinto Flach fez uma defesa forte, quando da concepção do projeto do Santuário, ao apelo misericordioso que o espaço deveria ter, tanto que o termo foi agregado, já com a obra em andamento, ao nome oficial. “A obra já estava com dois anos de realização quando o termo misericordioso foi somado ao nome”, reforça.
Um Santuário limpo
“Para o leigo, fazer o percurso do Santuário é uma verdadeira aula de catequese”. Assim, o padre Samiro Meurer, da Diocese de Criciúma, definiu a sua leitura para o que os caminhos do novo espaço de fé da região propõem.
“De fato, não teremos um Santuário de opulência. Ele é grandioso para representar Deus e a fé, mas tudo nele foi pensado como evangelizador”, define o arquiteto responsável. "E conseguiu. O Santuário é limpo, não tem muitos elementos, estão todos bem distribuídos e muito representativos", elogia o sacerdote.

Maurício Carneiro trabalhou, desde o início do projeto, em parceria com o padre Bento Zilli, um dos primeiros a levar a ideia de construção do Santuário ao bispo diocesano. “Padre Bento vai ser responsável pelos vitrais que ainda estão sendo feitos, e que terão temática evangelizadora. Ele vai produzir um mosaico e para isso fez uma especialização recente em Roma”, conta.
A arquitetura do Santuário remete à simplicidade e resgata tópicos tradicionais da fé católica, como os arcos. “Com a base reta eles simbolizam os homens, e com o arco superior a grandeza dos céus”, relata Carneiro. “Nosso objetivo foi oferecer um espaço bonito mas que a arquitetura não se sobreponha à fé”, arremata.



