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Um torcedor do Tigre em campo
“Sempre gritei e torci pelo Criciúma”, orgulha-se o goleiro Bruno
Por Redação Engeplus
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Formado nas divisões de base do Criciúma, o goleiro Bruno, de 21 anos, está mostrando que tem potencial para ser o dono da camisa 1 do Tigre. Em apenas dois jogos como titular absoluto, o jogador já fez grandes defesas e vem caindo nas graças da torcida tricolor.
Logo na estreia do Catarinense, o goleiro praticou defesas milagrosas e teve o seu nome exaltado, alto e em bom som, pela galera tricolor. “Foi emocionante. Ainda mais para mim, que estou no clube há oito anos. Antes desses oito anos eu vinha nos jogos, entrava em campo de mãos dadas com os jogadores, sempre gritei e torci pelo Criciúma. Ter hoje essa torcida toda gritando meu nome é uma sensação muito boa, emocionante mesmo. Espero que se torne frequente”.
Bruno já havia atuado com a camisa 1 da equipe profissional do Criciúma. Porém, nas outras oportunidades o jogador estava substituindo o titular, por estar lesionado ou suspenso. Na sua estreia como titular absoluto do Tigre, o jogador revelou tranquilidade. “Estava tranquilo, transferindo o que fiz nos treinos para o jogo. É uma situação parecida com o treino, só que valendo três pontos e com torcida”, compara.
O garoto prata da casa fala sobre a sua defesa mais difícil até agora no Catarinense. Na partida contra o Camboriú o lance fez a torcida tricolor vibrar como um gol do Tigre. “A gente trabalha todos os dias com o professor Bira para quando passar por essas situações fazer a escolha certa. Naquele momento em que o atacante dominou a bola eu fiz a escolha certa e diminui o espaço dele. Quando ele levantou a cabeça eu estava em cima, então ele não conseguiu finalizar, no rebote a bola ficou perto e também consegui abafar”, comenta.
O goleiro espera continuar fazendo um bom Campeonato Catarinense, e assim, garantir a titularidade no Campeonato Brasileiro da Série A. “Com certeza espero dar sequência nesse Catarinense para que eu possa, com grandes atuações, manter a titularidade. Tenho o respaldo da comissão técnica. Vou procurar melhorar cada vez mais para manter essa camisa 1, não só no Catarinense, mas no Brasileiro também”, almeja o tricolor.
Bruno lembra como foi o seu começo no Tigre. “Vim morar no bairro Comerciário, ao lado do estádio. Comecei a estudar em uma escola pública e fui jogar o Moleque Bom de Bola. Tinha um pessoal do Criciúma vendo o jogo e o Evandro Guimarães me convidou para fazer um teste. Na época tinha 14 anos. Fiquei dois anos no infantil, dois anos no juvenil, e três anos nos juniores, conciliando com o profissional”, conta o novo goleiro tricolor. “Em 2011 tive a primeira oportunidade no profissional. No ano inteiro joguei apenas um jogo. No ano passado novamente, joguei apenas um jogo. Nesse ano que vou conseguir ter essa sequência de jogos tão esperada, espero aproveitar da melhor forma possível”, completa.
O ex-coordenador das divisões de base do Criciúma, Evandro Guimarães, responsável pela descoberta de Bruno, relembra a primeira vez que viu o goleiro atuar. “Ele chamou a atenção no jogo, fez boas defesas. Mesmo sendo novinho na época, ele já tinha uma boa altura”, destaca Guimarães.



