Um trapalhão
Um trapalhão em Criciúma
Por Redação Engeplus
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Manfried Santana, 74 anos. Um senhor que transborda alegria. Dono de um dos mais ricos currículos do humor brasileiro, Dedé Santana passou por Criciúma nesta sexta-feira. O ex-integrante da trupe dos Trapalhões, atual componente da Turma do Didi, da Rede Globo, fez parte na noite passada da apresentação do Circo Moscou, que está instalado no bairro Próspera.
"Estou muito feliz, pois sigo fazendo humor deste jeito circense, que é a forma que mais gosto", afirmou. Dedé começou cedo na vida artística. "Com três meses de idade, participei de uma apresentação no circo. Foram meus primeiros aplausos. A primeira, e única vaia, foi aos 16 anos", recorda.
Dedé lembra com saudades da sua grande fase profissional. Lembra que, primeiro, conheceu Renato Aragão. "Logo no primeiro encontro, rimos muito juntos por causa dos nomes Dedé e Didi". Depois, vieram os saudosos Mussum e Zacarias. "Eu levei o Mussum, e o Didi levou o Zacarias. Nós tínhamos uma amizade enorme, uma união que fazia a diferença."
As mortes de Mussum e Zacarias no início dos anos 90 colocaram fim no programa Os Trapalhões na Globo. "Daí, fomos eu e Didi para uma temporada de quatro anos em Portugal. Foi espetacular lá", lembra.
Sobre o futuro, Dedé brinca. "Meu futuro é um dia por vez. Tudo, nesta idade, é a curto prazo." O humorista alimenta um sonho. "Quero fazer um filme em 3D. Já conversei com o Didi. Quem sabe, se a Globo, ajudar."
Dedé chegou a Criciúma pela manhã, concedeu entrevistas, participou de uma carreata e do espetáculo no circo. O humorista já esteve duas vezes na cidade com os Trapalhões, em 1977 e em meados dos anos 80.



