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Uma história que impulsiona o desenvolvimento da região Sul de Santa Catarina

A Ferrovia Tereza Cristina completa 18 anos de administração privada neste domingo, 1º de fevereiro

Por Redação Engeplus

4 min de leitura

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Foto: Divulgação

No cenário nacional o processo de concessão das operações ferroviárias à iniciativa privada mostrou ser uma das ações governamentais mais acertadas para a infraestrutura de transportes do Brasil. Entre 1997 e 2013, a movimentação anual de cargas passou de 253,3 milhões toneladas úteis para 452 milhões, ou seja, um crescimento de 78,5%.

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Esse desenvolvimento do sistema ferroviário foi essencial para absorver a demanda de transporte de carga no país e evitar o temido apagão logístico, anunciado há alguns anos. Além de quase dobrar o volume transportado, as ferrovias também diversificaram significativamente o tipo de carga movimentada. O transporte por ferrovias é cada vez mais importante e necessário para que a economia brasileira possa crescer com sustentabilidade.

Comprovadamente, as ferrovias são mais eficientes para o transporte de grandes volumes de cargas em longas distâncias, ainda mais em regiões com dimensões continentais como é o caso do Brasil. Apesar da pequena extensão da malha ferroviária brasileira de cargas, que possui apenas 28.628 quilômetros, o modal é responsável por quase 25% do transporte das riquezas do país.

Em Santa Catarina, a Ferrovia Tereza Cristina (FTC), que completa 18 anos de administração privada, neste domingo, 1º de fevereiro, assumiu o desafio de reerguer o modal ferroviário no Sul do Estado, com foco no transporte de carvão da região carbonífera para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo.

De lá para cá, superou 49 milhões de toneladas transportadas, promoveu uma série de melhorias e aprimorou as operações investindo mais de R$ 53 milhões em modernização de locomotivas, vagões e equipamentos de oficinas, recuperação da via permanente, sinalização, segurança de passagens em nível, desenvolvimento de softwares de gerenciamento operacional, adequações ambientais, capacitação do quadro de colaboradores e em programas de Responsabilidade Social, voltados para o bem-estar e qualidade de vida das comunidades lindeiras.

Com uma malha ferroviária de 164 km, o menor corredor ferroviário brasileiro, a FTC passa por 14 municípios e, por isso, está atenta às demandas do mercado. Pelo empreendedorismo e a confiança no potencial da região a empresa está preparada para atender novas opções de cargas, com destino à exportação pelo Porto de Imbituba.

A FTC tem acesso ao Terminal Intermodal Sul (TIS), posicionado estrategicamente no maior polo cerâmico do Brasil. Além de favorecer o desenvolvimento e a logística do Sul de Santa Catarina, a empresa contribui fortemente para a economia fiscal do país, estado e município. Nesses 18 anos de administração privada, a Ferrovia recolheu aos cofres públicos mais de R$ 142 milhões a título de concessão, arrendamento e tributos.

Novos Projetos - A principal expectativa da FTC é a implantação dos projetos Ferrovia Litorânea e Ferrovia Leste-Oeste, que além de integrá-la à malha ferroviária nacional, se constituirão em importantes corredores de cargas, ao permitir ampliar o acesso ferroviário aos portos e ao extremo Oeste de Santa Catarina, contribuindo, significativamente, para o desenvolvimento do Estado. Essa ampliação proporcionará o transporte de muitos outros produtos como cerâmica, granéis agrícolas e minerais, fertilizantes, metalúrgicos e siderúrgicos, produtos frigorificados, madeiras e derivados, carga geral e contêineres. Produtos de extrema importância para todo o país e o mundo.

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Estrutura Operacional

164 km de linha férrea
14 locomotivas
404 vagões em atividade

Monitoramento da frota via satélite
Oficinas de manutenção de locomotivas, vagões e via férrea
Operação no Terminal Intermodal Sul (TIS)
Acesso ao Porto de Imbituba
Controle operacional, administração e Sistema de Ocorrências Ferroviárias, informatizados

Empresa Cidadã - Como organização empresarial inserida na vida das comunidades lindeiras, a FTC busca manter um relacionamento justo, equilibrado e respeitoso. Por isso, leva educação e cidadania, com foco na segurança e valorização da vida, por meio do Programa de Responsabilidade Social, com projetos como o Jovem Aprendiz; Ser eficiente; TrAção; Escola Futsal; Trem de Natal, entre outros.

Responsabilidade Socioambiental - O cuidado com o meio ambiente é fator primordial na FTC, que carrega consigo a responsabilidade de prevenir e preservar a fauna e a flora. A empresa direciona investimentos em diversas ações e iniciativas sustentáveis, tanto aplicáveis à comunidade interna quanto à externa. “É nosso compromisso respeitar a biodiversidade e as comunidades onde atuamos, executando ações que eliminem ou minimizem os impactos de nossas atividades, valorizando as culturas locais”, destaca Benony.

O trabalho de conscientização pode ser observado por meio dos mutirões de limpeza, realizados ao longo da linha férrea, coleta seletiva, gerenciamento de resíduos e efluentes, palestras, incentivo ao plantio de mudas, entre outros trabalhos ambientais. A natureza também é contemplada com o uso das ferrovias, para o transporte de cargas. Para se ter uma ideia, um trem de carga com 100 vagões equivale a cerca de 357 caminhões, o que significa menos poluição e menos acidentes.

Colaboração: Vanessa Mendes/Comunicação FTC

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