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Criciúma

Uma semana para lutar contra a hepatite

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Divulgação

Criciúma é a terceira cidade de Santa Catarina com mais registros de novos casos de hepatites virais. Foram 130 no último ano, 42 de hepatite B e 88 do tipo C. No total, Criciúma conta com 4 mil pacientes diagnosticados e em acompanhamento.

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Para manter forte o cerco à doença, a Secretaria de Saúde promove a Semana de Prevenção às Hepatites Virais até sexta-feira, quando comemora-se o Dia Internacional de Combate à Hepatite. “Todas as unidades dispõe de testes rápidos gratuitos para quem quiser fazer. O diagnóstico é muito importante”, frisa a enfermeira e coordenadora do programa de combate à hepatite, Fabiana de Brida.

Tratamento dando certo

Desde o início de 2016 a rede pública municipal está oferecendo o que há de mais atual contra a hepatite em medicamentos. “E com excelentes resultados”, frisa a coordenadora. Os remédios Sofosbuvir e Daclatasvir foram ministrados a 140 pacientes no último ano com taxa de cura de 95%.

“Foram 132 que ficaram curados. Esse tratamento é bastante caro, custa R$ 70 mil ao mês por paciente, o governo federal paga R$ 210 mil por paciente para três meses, então por enquanto somente os graves estão recebendo”, explica Fabiana. O Ministério da Saúde deverá publicar até sexta-feira um novo protocolo, e há uma perspectiva positiva. “Esperamos que o Ministério da Saúde libere para pacientes não graves também”, observa a enfermeira.

A coordenadora lembra que nos tratamentos anteriores a 2015 a taxa de cura era bem menor. “Chegava a uns 40%. A hepatite é uma doença silenciosa então reforçamos a importância de as pessoas procurarem o exame”, reforça.

Números altos

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Criciúma coloca-se atrás apenas de Florianópolis e Joinville no ranking das cidades catarinenses com mais diagnósticos de hepatite. “Mas isso acontece pois monitoramos mais, nosso programa é muito eficiente e está em toda a rede”, enaltece Fabiana.

A coordenadora reconhece que os índices de hepatite C em Criciúma estão um pouco acima do panorama nacional. “Em Santa Catarina e no Brasil, a cada 100 mil habitantes são 16 casos. Em Criciúma são 42”, conta.

As hepatites B e C são as que podem provar doenças crônicas que acometem o fígado, como a cirrose e o câncer. Em 2016, em Santa Catarina, foram 1.883 novos casos da doença, com cerca de 500 mortes registradas anualmente.

A hepatite B teve 1.103 casos novos notificados em 2016. Da hepatite C foram 780 novos casos, sendo a região carbonífera a campeã, com 34,8 casos por 100 mil habitantes.

Em nível nacional, o Ministério da Saúde estima 1,7 milhão de portadores do vírus da hepatite C e 756 mil da hepatite B. Nas médias, o Estado tem 21,9 casos por 100 mil habitantes, contrastando com a média brasileira de 7,6 para a hepatite B, e 17,8 por 100 na hepatite C entre os catarinenses contra 12,6 de referência no Brasil.

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